Chegou à sala de imprensa de José María Minella, sentou-se em frente ao auditório dos jornalistas e não aceitou perguntas. Gustavo Costas fez um monólogo curto, mas contundente. Pela primeira vez em seu ciclo, O técnico abriu uma porta perigosa.
“Acho que foi um dos piores jogos desde que estamos aqui. Não se pode jogar um jogo assim. Estávamos mal para todos. Por causa das pessoas que vieram nos apoiar, apesar dos três jogos que perdemos… Mas não podemos jogar assim. É por isso que temos que ver como continuamos, conversar com eles. Eu disse a eles no intervalo: “Este não é um problema tático, é um problema de atitude.” E isso me incomoda porque acho que acabamos de perder três jogos, se tiver que perder você prefere perder como perdeu esses jogos, deixar tudo em campo e ser superior ao rival. “Lamento muito o jogo desastroso que disputámos”, disse Costas, que cumprimentou os presentes com um “boa noite”. sinais de que ele ficou chocado pelo empate contra o Aldosivi, penúltimo colocado da Zona B, time que não vencia todo o torneio Apertura e não marcava há 561 minutos.
“VOCÊ NÃO PODE JOGAR ASSIM. VAMOS VER COMO VAMOS: ISSO NÃO É UM PROBLEMA TÁTICO, É UM PROBLEMA DE ATITUDE. ME SINTO MUITO MAL. BOA NOITE”
💣 Gustavo Costas de Mar del Plata pic.twitter.com/QgBAfhkev7
– Centro Esportivo (@SC_ESPN) 19 de abril de 2026
Ele “Vamos ver como nos saímos”que ele pudesse descobrir Clarim, Não tem nada a ver com a sua própria continuidade, mas tem a ver com o futuro de alguns jogadores que não dão tudo de si. O treinador usou as mesmas palavras de Ezequiel Cannavo após a derrota para o River. Ele falou sobre “atitude”. Por isso, o zagueiro recém-chegado da Defesa e Justiça teve que pedir desculpas aos representantes, que ficaram chateados. O jogador viu algo no campo. Agora, dificilmente algum jogador de futebol, independente de idade e formação, será incentivado pelo líder do grupo.
“Eles precisam cerrar mais os dentes”confidenciou uma pessoa próxima da equipe a este meio. O treinador percebeu neste domingo que o desempenho não é o mesmo, que algo quebrou. Foram geradas situações claras contra Independiente, River e Botafogo. Contra o Aldosivi foi tudo difícil e o empate veio por força, e não por clareza. O Racing jogou muito mal e alguns jogadores pareciam empatados, com o freio de mão.
Portanto, a saída de Santiago Sosa não pareceu uma coincidência. O capitão, salvo lesão, sempre acaba em campo. Mas ele jogou um de seus jogos mais sombrios. O ex-River já vem cobrando uma atualização de contrato há algum tempo, mas neste ano pouco avançou. Essas atitudes internas fazem barulho dentro e fora, onde os torcedores criticam, principalmente nas redes sociais.
Agustín García Basso queria ir para San Lorenzo e deixou isso claro através de uma batida na mídia feita por seu representante. Não houve acordo e faltou seu trabalho nos últimos jogos: foi participante necessário no gol do Independiente, o segundo do River, e acabou expulso em Mar del Plata.
O caso de Marcos Rojo também repercutiu negativamente. A expulsão contra o River, os pedidos públicos de perdão que não convenceram ninguém e o futuro incerto dominaram os dias que antecederam o duelo com o Aldosivi, que no fantasia azul-claro e branco saiu com três pontos salvos. Costas queria um “filho da puta…” no vestiário, conforme explicou à imprensa. Já está cobrando seu preço.
Foram três ausências por lesão: Santiago Solari, Gastón Martirena e Ignacio Rodríguez ficaram em Buenos Aires. O uruguaio foi outro dos que teve que pedir desculpas aos companheiros, pois ficou irritado quando eles deram o polegar para baixo para o Grêmio, que pediu seu passe. Ele queria ir embora há um tempo. Todo mundo quer ir embora? Porque? O grupo de Costa está no controle?
“Gustavo sabe lidar com essas situações, não é a primeira vez que isso acontece e ele vai dar a volta por cima”confiou um líder. Para entrar na equipe você precisa de hierarquia. Tem elenco, mas tem menos qualidade que no ano passado, sem falar em 2024. Saíram Agustín Almendra e Juan Nardoni, enfraquecendo o ambiente. O salto de qualidade está focado na infraestrutura: a escola, o imóvel Ezeiza e, posteriormente, o estádio. Costas já falou em reforços para junho. Uma mensagem real.
O treinador não pensa em sair. “Se for por ele, ele permanecerá no Racing por toda a vida” dizem aqueles ao seu redor. Diego Milito o apoia, embora tenha passado pelo vestiário do estádio de Mar del Plata para falar com ele e com os jogadores. O Presidente discursou para eles e ao mesmo tempo marcou o campo para eles: Devemos cumprir o objetivo de chegar aos playoffs e acessar a próxima fase da Sul-Americana. Costas atualmente não tem dúvidas. Ele assinou contrato de três anos, até o final do mandato, e não pensa em mudanças drásticas.
Em suma, o próprio Costas sabe que o jogo com o Barracas Central pode ser decisivo. No final das contas, o resultado manda. E a pressão está cada vez maior.
“O que teria acontecido se Maravilla não tivesse cobrado o pênalti contra o Independiente? Foi aí que começou o desastre”comentou uma pessoa que acompanha a equipe em todos os lugares. Razão não falta. Tudo de ruim começou na casa do vizinho, no inferno vermelho que hoje queima o Racing por dentro.



