
perfurou a roda Boca. A equipe montada por Claudio Úbeda, que acelerou como uma Ferrari no 3 a 0 sobre o Lanús e na vitória no Monumental, estava sem combustível com as derrotas em Belo Horizonte e Guayaquil, e agora Ele se despediu do torneio Apertura muito rapidamente com uma dura derrota em casa contra O furacão por 3-2.
A decepção é total com o Boca somando mais um mandato sem títulos e desde agora a dúvida será transferida para Copa Libertadores onde você vai vencer Cruzeiro sim Universidade Católica para avançar para as oitavas de final. Por enquanto, Ele parou no acostamento e esperou por ajuda.
É difícil explicar a derrota do Boca, que gastou todo o dinheiro para se classificar e saiu de mãos vazias. Em grande parte graças às mãos de Hernán Galíndezque marcou cinco gols claros no primeiro tempo. E também para Leonardo Gil. Para ele coloo experiente meio-campista Globoe por aquela expressão lunfardo que denota ingenuidade e falta de jeito. Porque aos 4 minutos Brey deu passe na entrada da área para Delgado e Gil fez 1 a 0. E o mesmo aconteceu no início da prorrogação, quando Bisanz sentiu o toque de Di Lollo e Echeverría deu o primeiro dos dois pênaltis que marcou contra o Huracán em La Bombonera, dissipando as suspeitas que haviam sido geradas no jogo anterior.
E quantos lotes entram em um jogo? Neste Boca x Huracán houve alguns. Aparece um de Galíndez e dois pênaltis de Oscar Romero. O de Diego Martínez no banco. Aquela sobre Miguel Merentiel tropeçando para o lado. Aquela dos passes errados de Leandro Paredes. E o polêmico gol de empate do Boca no final dos 90 minutos que obrigou a disputar dois períodos extras. Um cruzamento da direita do nativo de San Justo que parecia fácil para Galíndez acabou com o goleiro tentando afastar com os punhos e a bola atingindo o ombro (ou mão?) de Milton Giménez e beijando a rede para fazer o 1-1. Ou as duas expulsões na mesma jogada para o pontapé inicial do criminoso Pérola Ramírez e o protesto infantil de Pereyra que já foi repreendido e recebeu cartão vermelho para sair Globo com 9 jogadores e todo o segundo tempo da prorrogação pela frente.
Mas Nada disso foi suficiente para o Boca. Ele ficou sem pernas onze gala de Ubeda, que jogou durante um dilúvio em Guayaquil e repetiu em um campo de Bombonera com muita areia. Prova disso são os danos Adão Barreiro no primeiro tempo ou nas imprecisões de seu capitão, algo inusitado: ele consegue esconder uma lesão muscular? DT havia decidido que esse duelo encerraria o rodízio, decisão a priori corrija que com o jornal de segunda-feira mudará o ritmo dos painéis de debate na TV, streaming e redes sociais. E na saudável competição interna agora criada, devemos perguntar-nos se os de fora não eram melhores do que os de dentro. Ou se, como eu disse, o melhor não seria juntar todos os dados do copo e rolar novamente no pano.
Desta vez, nem a torcida do Boca fez seu jogo como camisa 12 do time. O frio fez com que os fãs congelassemque o demandante nem teve vontade de gritar “Mova Boca, mova” da conclusão da partida de 90 minutos.
O Huracán de la Bombonera cobrou demais. Pouco fez para se classificar, mas no final chegou às quartas de final com as costas largas e aproveitando todas as fraquezas do rival. O segundo pênalti de Di Lollo, com a mão no ar para desviar um cruzamento, foi outro teste. Outro gil, e não o Colo. Uma vingança do ex-Martínez, Lucas Blondel e Oscar Romero.
O Boca foi eliminado do torneio Apertura com alguma certeza sobre sua identidade e sua ideia de disputar as partidas decisivas, mas também com muitas dúvidas. Tem que corrigir as expulsões desnecessárias na copa e agora vai somar a indisciplina de cometer faltas na sua área. E se perguntando qual é sua verdadeira face. Como na música interpretada com maestria por Ney Matogrosso “A cara do Brasil” que pergunta qual é o verdadeiro Brasil, o de “Mauro Silva, Dunga e Zinho que empataram zero a zero e foram campeões; ou o de Zico, Sócrates, Júnior e Falcão que caíram no esquecimento” 86.
Agora o Boca está entre o que mostrou em Lanús, contra River e Barcelona em Guayaquil, em casa, e o outro de Mineirão, Equador e Huracán. Sem a abertura, O foco do semestre será ser classificado como líder da sua área na Libertadores (Jogará também com Sarmiento pela Copa da Argentina?) e para isso, Ubeda e os jogadores tentarão recuperar “a melhor forma”, como sempre indicou Miguel Russo.



