Em 18 de agosto de 1868, um astrônomo francês chamado Pierre Jules César Janssen descobriu hélio enquanto observava um eclipse solar total na Índia.
Durante o eclipse, Janssen usou um espectroscópio para examinar o espectro da luz que emitiu o sol. Esta ferramenta permite aos cientistas determinar quais elementos estão observando. Ao observar proeminências solares durante o eclipse, Janssen notou uma linha amarela brilhante que não correspondia a nenhum elemento ainda não descoberto Terra.
Nos meses seguintes, o astrônomo inglês Norman Lockyer observou independentemente a mesma linha espectral e concluiu que ela vinha de um elemento até então desconhecido, que deu nome ao hélio. Hélioso deus grego do sol.
Treze anos depois, o físico italiano Luigi Palmieri encontrou a primeira evidência de hélio na Terra na lava do Monte Vesúvio.
Por que foi importante
A detecção de hélio durante o eclipse solar de 1868 foi a primeira vez que a espectroscopia revelou um elemento num objeto astronómico que ainda não tinha sido descoberto na Terra, e mostra porque é que a espectroscopia é uma das ferramentas mais poderosas da astronomia.
Como qualquer outro elemento da tabela periódica, o hélio tem inúmeras utilizações, incluindo algumas que são particularmente importantes para viagens espaciais e astronáutica. Os cientistas finalmente descobriram que o hélio é o segundo elemento mais abundante no universo (depois do hidrogênio). E a fusão do hidrogénio em hélio é o processo que alimenta estrelas como o nosso Sol. O gás hélio é comumente usado para pressurizar e purgar sistemas de combustível de foguetes, e o hélio líquido é frequentemente usado para resfriar instrumentos científicos sensíveis em espaçonaves.



