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o caótico primeiro treino da seleção que deixou exposta a desorganização

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A primeira sessão de treinamento Seleção argentina na pré-visualização de WC 1930 Foi um verdadeiro fracasso. Foram convocados 33 jogadores, apenas 24 estiveram presentes e mal treinaram em 25 minutos. Em 4 de junho, faltavam apenas 39 dias para a hora zero do Copa do Mundo e a preparação argentina estava no início. “Desorganização” era um dos conceitos da mídia jornalística da época.

Depois da partida Copa Newton com o Uruguai (1-1), disputado a 25 de maio no Gasómetro, e após a demissão do presidente da comissão de seleção, os restantes conselheiros montaram uma lista de 33 jogadores convocados para o primeiro treino, na quarta-feira, dia 4, no campo do Sportivo Barraca.

Posição por posição (respeitando o nome da época), do centro para trás, esses eram candidatos a ficar entre os 22 da primeira prova da Copa do Mundo.

  • Arqueiros: Ángel Bossio (Talleres), Juan Botasso (Argentino de Quilmes), Octavio Díaz (Rosario Central).
  • Dechos traseiros: José Della Torre (Corrida), Edmundo Piaggio (Lanús), Roberto Basilico (Atlanta).
  • Laterais esquerdos: Fernando Paternoster (Racing), Oscar Tarrío (San Lorenzo), Juan Carlos Iribarren (River Plate).
  • Metades direitas: Juan Evaristo (Sportivo Palermo), Primo Gobbi (Barracas Central), Alberto Viola (Estudiantes LP).
  • Metades centrais: Adolfo Zumelzú (Sportivo Palermo), Manuel Dañil (Tigre), Aaron Spetale (Newell’s).
  • Metades esquerdas: Alberto Chividini (Central Norte de Tucumán), Rodolfo Orlandini (Espanhol Buenos Aires), Arico Suárez (Boca) e Camilo Bonelli (Rio).

Do meio para frente eram os seguintes:

  • Asas diz: Natalio Perinetti (Corrida), Carlos Peucelle (Espanhol Buenos Aires), Luis Sandoval (Quilmes).
  • Insiders certos: Francisco Varallo (Ginástica), Alejandro Scopelli (Estudantes), Alberto Lalín (Independente).
  • Centroavantes: Manuel Ferreira (Estudantes), Guillermo Stábile (Huracán), Andrés Stagnaro (Chacarita).
  • Insiders Esquerdos: Roberto Cherro (Boca), Atilio Demaría (estudante porteño), Pedro Marassi (Sportivo Barracas).
  • Asas esquerdas: Mario Evaristo (Boca), Carlos Spadaro (Lanús) e Manuel Debatte (River).
A publicação do jornal Crítica que conta sobre o primeiro treino da seleção argentina rumo à Copa do Mundo de 1930. Foto: Arquivo

Houve alguns esclarecimentos da Associação após a saída da lista. É o que diz o jornal Análise: “Os jogadores Octavio Díaz, Spetale, A. Suárez e Chividini foram nomeados a título provisório, pois os dois primeiros aguardam as medidas disciplinares que lhes foram aplicadas pela Liga Rosarina, em consequência da sua recusa em integrar a equipa da referida instituição devido à greve que existe atualmente em Chicago Argentina. Domingos”.

Como você pode perceber, havia três candidatos para cada cargo e um ficaria de fora. No entanto, outros jogadores que não estão nesta lista foram nomeados para algumas posições. Mas as grandes expectativas foram colocadas no primeiro treino, no dia 4 de junho, no campo que o Sportivo Barracas teve em Iriarte e Luzuriaga.

“Ontem, 24 jogadores participaram do primeiro treino”, dizia a manchete do jornal. Análise e nas primeiras linhas pintou o panorama: “O treino de ontem no Sportivo Barracas durou apenas 25 minutos. No escuro e com o atletismo inundado, o local dos exercícios teve que ser improvisado em poucos metros.

O campo sofreu as consequências da chuva que no domingo anterior adiou quase toda a data. Mas também muitos jogadores confundiram o campo de treino e em vez de irem a campo dirigiram-se à sede do clube. Porém, bem antes das seis da tarde já havia 24 jogadores à disposição do técnico (preparador físico) Juan José Tramutolaque decidiu fazer alguns treinos curtos devido ao péssimo estado do campo.

“O primeiro treino foi muito curto e muito básico. Pular corda, exercícios de sueco e de respiração e algumas pequenas voltas em círculo, tudo o mais rápido possível naquela pista improvisada, escura e lamacenta a que o treino das estrelas se reduziu no treino inicial, completado em pouco mais de 25 minutos, o suficiente para sacudir um pouco e justificar o banho”, conta o cronista.

Foto: Arquivo La Razón

Foram nove ausências. Os três do interior (Díaz, Spetale e Chividini), Manuel Ferreira – autorizado porque o controle preparatório foi feito em La Plata – e, sem avisar, Zumelzú, Cherro, Lalín, Iribarren e Gobbi. Para estes cinco, o conselho instou os clubes a “cumprirem esta obrigação” ou enfrentarão penalidades.

Dos 33 mencionados na primeira conversa, 14 ficaram à porta da história: Octavio Díaz, Basilico, Tarrío, Iribarren, Gobbi, Viola, Dañil, Spetale, Bonelli, Sandoval, Lalín, Stagnaro, Marassi e Debatte. E Ramón Muttis, Luis Monti e Mario Evaristo aderiram. Tudo sob o signo da improvisação.

Óscar Barnade

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