Argélia precisava do último suspiro para eliminar o time do República Democrática do Congomas a imagem que foi gravada em Desconto Não teve nada a ver com o golo decisivo, mas com a figura solitária de Patrice Lumumba. Bela Boulbina marcou o gol aos 119 minutos que garantiu o 1 a 0 na prorrogação e classificou os argelinos para as quartas de final do Copa das Nações Africanasmas o final da partida foi uma homenagem inesperada ao espírito congolês.
Vestidos como o herói da independência assassinado em 1961, os fãs Michel Nkuka Mboladinga Ele ficou novamente em seu pedestal com o braço direito levantado, imóvel, como uma estátua viva. Ele manteve essa posição durante toda a partida e até na prorrogação, até que o gol o quebrou. Quando o árbitro anunciou o fim, Lumumba baixou o braço, levou as mãos ao rosto e começou a chorar.
A cena foi acompanhada por um gesto que transcendeu a derrota: os jogadores congoleses aproximaram-se das bancadas, apontaram-lhe e aplaudiram-no durante muito tempo, contagiando os seus adeptos. Foi um reconhecimento colectivo de um símbolo que, mais uma vez, Representou a resistência e o orgulho de um país numa noite dolorosa.
O objetivo de Boulbinaum chute da entrada da área para o poste mais distante, desencadeou comemorações argelinas no estádio Moulay El Hassan e até gerou incidentes na galeria de imprensa, onde jornalistas argelinos foram alertados contra comemorações excessivas. A seleção norte-africana enfrentará agora Nigéria no sábado eu Marraquexe.
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Amargura do torcedor Michel Mbolandinga (Lumumba): Coração apesar da coragem.A derrota dos Leopardos esta noite contra a Argélia foi um verdadeiro choque para Lumumba. Esse torcedor apaixonado, que se desafiou a ficar parado sem se mexer… pic.twitter.com/caMvYrMPx3
—Ebale ya mozindo (@ebalemozindo) 6 de janeiro de 2026
Para o Congo, a eliminação não marca o fim do caminho. Os leopardos devem se concentrar em playoffs intercontinentais a caminho da Copa do Mundo de 2026, que será disputada em março, no México. Mas em Rabat, mesmo derrotado, Lumumba voltou a levantar-se até ao fim. E seu povo também.



