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Os ingleses comemoraram no Estádio Azteca 40 anos depois do gol de Maradona

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Inglaterra ele voltou a jogar no asteca depois de 40 anos e não apenas derrotado Méxicomas também aos seus próprios fantasmas. Num cenário emblemático por excelência, no dia 22 de junho de 1986, Diego Armando Maradona, A mão de Deus e o melhor gol de todos os tempos. Quatro décadas depois, num jogo impressionante, venceram a seleção local por 3-2, superaram um teste difícil para manterem as suas credenciais de candidato e chegarem aos quartos-de-final do Campeonato do Mundo. Agora você vai enfrentar Noruega por Erling Haaland.

Azteca deu uma partida muito emocionante, uma das melhores partidas deste WC. México e Inglaterra não decepcionaram e deixaram 90 minutos para recordar. Com ritmo intenso, cinco gols, drama, incerteza no placar até o final e picos de fortes emoções. A Inglaterra venceu por causa de sua hierarquia.

E o que é hierarquia? A resposta veio da equipe de Tuchel, que em 98 segundos venceu por 2 a 0 no pior momento da partida. Pickford pegou uma bola de ponta longa e rapidamente jogou para Declan Rice, que avançou alguns metros de seu meio-campo e alinhou Saka na área direita. O jogador do Arsenal, com ótimas idas e vindas, se encontrou e cruzou apenas para a chegada de Bellingham para marcar o gol. Em desvantagem na área rival, a Inglaterra aproveitou e silenciou a Azteca.

Mas se a definição de hierarquia ainda não convence, a Inglaterra tem outra resposta. Na jogada seguinte, Anderson e Gordon pressionaram no campo rival, Bellingham encontrou Harry Kane, o atacante devolveu para ele e “10” empurrou.

Não foi só hierarquia que o time inglês teve naqueles minutos. Além disso, eficiência e potência. E era disso que ele precisava para aproveitar as poucas chances que sabia que teria dado de que o contexto não o favorecia. Ele era visitante, jogava a 2.240 metros de altitude, algo que não está acostumado, e o clima era todo mexicano. Nesse sentido, ele não largou os anéis para recuar e esperar escondido. Os liderados por Tuchel tinham experiência em lidar com estas situações de transição da defesa para o ataque e vice-versa.

O México entrou em campo sentindo-se fortalecido por aquela situação e confirmou isso ao possuir a bola e jogar no campo da Inglaterra. Mas aquela posse, com passes curtos, seguros e certeiros, faltou chegadas. Antes do 0-2, foi apenas um cabeceamento de Raúl Jiménez que Pickford acertou no poste esquerdo.

O México correu atrás durante todo o jogo. Foto: Xinhua

Mas se o México tinha alguma coisa, era personalidade e caráter para não cair diante das adversidades. Foi ele quem marcou os primeiros gols nesta Copa do Mundo e em uma partida decisiva. Mas acordou rapidamente e bateu o gol rival no final do primeiro tempo emocionante. Quiñones quebrou o gol de Pickford nos acréscimos e Jiménez esteve perto de empatar algumas vezes, o que teria sido justo.

Tudo poderia acontecer no segundo tempo, pois o placar ficou em aberto. A preparação foi tão volátil que, enquanto Bellingham dispersava os rivais, em poucos minutos a Inglaterra passou de quase terminar o jogo com um chute de O’Reilly na trave para ficar com 10 homens devido à expulsão de Quansah. Não houve trégua. E foi aí que o México mostrou o seu pior lado, o de uma seleção inocente. Preso novamente por um saque longo de Pickford para Kane, Gordon ficou de mãos dadas e Rangel o derrubou. Harry, o artilheiro, transformou isso em gol.

A festa foi liquidada? De jeito nenhum. Kane voltou a ser o protagonista, mas por ter recebido um pênalti que deixou muitos em dúvida por meio de chamadas do VAR, após tentar desviar uma bola sobre Brian Gutiérrez, uma das enviadas a campo por Javier Aguirre na complementação. Jiménez marcou para colocar o México de volta no jogo.

A última parte da Inglaterra mostrou outra versão, a da resistência. Tuchel montou um 5-3-1 e seus jogadores foram gladiadores para manter o resultado contra um México que já não tinha ideias e confirmar que é um sério candidato.

Veja o resumo e os gols da vitória da Inglaterra

Síntese México 2 x Inglaterra 3

México (2): Raul Rangel (4); Jorge Sánchez (5), César Montes (4), Johan Vásquez (4), Jesús Gallardo (6); Luis Romo (6), Erik Lira (7), Gilberto Mora (5); Roberto Alvarado (7), Raúl Jiménez (7), Julián Quiñones (6). Treinador: Javier Aguirre

Inglaterra (3): Jordan Pickford (8); Jarell Quansah (4), Ezri Konsa (7), Marc Guéhi (7), Nico O’Reilly (7); Elliot Anderson (7), Declan Rice (7); Bukayo Saka (8), Jude Bellingham (9)Anthony Gordon (8); Harry Kane (7). Técnico: Thomas Tuchel

Estádio: Azteca (Cidade do México).

Classificação da partida: Muito bom

Mediador: Alireza Faghani (4)

CASO: PT, 36m e 37m Jude Bellingham, primeiro aceno e 45m Julián Quiñones; ST, 15m Harry Kane e 24m Raúl Jiménez, ambos nos pênaltis.

Mudanças: ST, Edson Álvarez (5) para Montes, 12m John Stones (7) para Saka, 16m Santiago Giménez (6) para Mora e Brian Gutiérrez (6) para Romo, 29m Djed Spence para O’Reilly e Dan Burn para Anderson, 34m Álvaro Fidalgo para 36m Quiñche e Maronez para 36m. 45m Rogers para Kane.

Aviso: Rice, O’Reilly, Guéhi, Jordan Henderson, Jorge Sánchez e Vásquez.

Expulso: ST, 8m Quansah

A figura: Jude Bellingham

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