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“Sinto muito, se eu ver Dani Olmo vou pedir desculpas”

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Roberto Ayala quebrou o silêncio sobre a polêmica em que se envolveu após a final de WC 2026 e admitiu que se arrepende de ter pressionado o espanhol Daniel Olmo quando a partida acabar Espanha vencer 1-0 Argentina em Nova Jersey.

O ex-zagueiro, integrante da comissão técnica do Lionel Scaloniclaro que se ele encontrar o meio-campista espanhol novamente, ele pedirá desculpas pessoalmente.

“Claro que sinto muito. Por causa do lugar que ocupo, não posso permitir que um sentimento, ou o que posso obter da outra parte, mude meu humor e minhas ações. Sinto muito”, disse ele em entrevista concedida ao programa Esports Migdia, da Rádio Valencia Capital.

Ayala evitou investigar as origens da cruzembora tenha minimizado o episódio ocorrido em meio aos incidentes pós-reunião.

“Foi mais um empurrão do que qualquer coisa, não foi um soco como gostam de dizer. Foi uma reação a um ditado, mas é isso. Se eu ver, é claro que peço desculpas pessoalmente”, explicou.

O ex-jogador de futebol Valência, Milão sim Saragoça Ele alegou que sua intenção original era intervir para acalmar as coisas quando começaram os empurrões entre jogadores de ambos os times.

“Quando o jogo acaba, vejo uma briga no meio do campo e fomos procurar os nossos jogadores para que tudo acabasse ali.

Ele também revelou que nesses momentos conversou com Eric Garcia declarar que entrou apenas com o intuito de separar os jogadores e parabenizar o campeão.

Além da polêmica, Ayala complementou a equipe comandada por Luis de la Fuente.

“A Espanha foi melhor. Ganhou uma Copa do Mundo e jogou um futebol muito bonito que muitas pessoas gostam”, disse o ex-zagueiro, que disputou três Copas do Mundo pela seleção argentina.

Outro dos assuntos sobre os quais foi consultado foi a fotografia que mostra vários membros da delegação argentina aparentemente de costas enquanto a Espanha levantava o Mundial, fotografia que teve ampla repercussão nas redes sociais.

Ayala negou que tenha sido um gesto de desprezo pelo novo campeão.

“Estávamos muito próximos dos jogadores espanhóis quando eles comemoravam. Depois nos aproximamos das arquibancadas porque alguns familiares estavam com problemas e queríamos saber se estavam bem. Também fomos agradecer aos torcedores argentinos pelo esforço que fizeram para vir conosco”, explicou.

E acrescentou: “Estávamos de costas, mas tínhamos a tela à nossa frente. Vários de nós nos viramos para olhar aquele momento. Vimos, estávamos lá e não houve desafio”.

Durante a entrevista, Ayala também questionou o tratamento que, na sua opinião, a seleção argentina recebeu durante a Copa do Mundo.

“Eles buscam coisas para que tudo seja negativo contra a Argentina, enquanto há milhares de gestos de jogadores espanhóis que não são mostrados. É preciso fazer jornalismo de verdade, não querer interpretar conversas ou gestos”, disse.

Por fim, voltou a felicitar a Espanha pelo título e repetiu a autocrítica.

“Muitas vezes todos tivemos uma reação que não gostamos e cometemos um erro. Temos que saber pedir desculpas, aceitar o que está por vir e dar os parabéns a todos os espanhóis pela taça”, expressou.

Ele ainda lembrou o forte vínculo que tem com aquele país. “Tenho dois filhos espanhóis, muitos amigos lá e é um país que amo muito. Lionel Scaloni mora na Espanha, todos temos muitos laços. O que aconteceu foi simplesmente futebol e queremos que fique lá”, concluiu.

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