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Sua história no Racing x Independiente e o gol fantasma que ninguém lembra

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As coisas estão indo bem para o Racing, fora a tentativa de roubo sofrida por Matko Miljevic em Puerto Madero que o deixou fora do jogo contra o San Martín de Formosa. A equipe enfrenta altos e baixos, é verdade, mas encontrou uma regularidade com bons resultados o que o faz parecer bem para o clássico de Avellaneda.

Porém, há um integrante do elenco que está inquieto por viver uma semana muito especial, além da estreia na Copa Sul-Americana se aproximando. Seu gene azul e branco o pega e tudo o que ele precisa fazer é observá-lo hiperativo na beira do campo. Trata-se de Gustavo Costas, torcedor do treinador.

“Todo jogo fico ferrado, nervoso. Quando não sinto, fico em casa, não trabalho mais. Os clássicos são um campeonato à parte. Quero vencê-los mais do que ninguém”, disse ele neste sábado em Banfield, após a vitória contra os Formoseños.

Seu histórico nos clássicos é positivo: Desde o retorno ao clube, no início de 2024, o Racing disputou 17 partidas, com 9 vitórias, 5 empates e apenas 3 derrotas. No confronto estritamente arbitrado com o Independiente, não perdeu. Foram dois empates (1 a 1 e 0 a 0, 16 de março e 28 de setembro de 2025) e uma vitória (1 a 0 com gols de Maravilha Martínez, 24 de fevereiro de 2024).

Nas duas etapas anteriores, entre 1999 e 2000 e 2007, não havia conseguido vencê-lo. Enquanto estava no banco, empatou três e sofreu duas derrotas. Ao assumir o comando de Humberto Maschio, no final do século XX, perdeu duas vezes (2 a 0 e 2 a 1, uma no cilindro, outra na antiga ponteira dupla) e empatou outra, também em Mozart e Corbatta. Em seu segundo ciclo, já sob gestão, foi 1 a 1 no torneio Clausura e 0 a 0 no Apertura, primeiro em casa, depois como visitante.

Como jogador de futebol, Costas disputou 17 partidas contra o Rojo, mas o histórico é mais negativo: foram 3 vitórias, 10 empates e 4 derrotas. No entanto, A única vez que marcou gol contra o Independiente foi com a camisa do Gimnasia de Jujuy no final da carreira. Foi no dia 17 de maio de 1997, na derrota por 4 a 1 do time de Jujuy em Tacita de Plata. O então zagueiro fez o empate parcial, de cabeça, após cruzamento de Carlos Morales Santos. Pedro Aguirrez abriu a conta para a equipe de Avellaneda. Favio Fernández, José Luis Calderón e Ángel Morales deram os gritos restantes.

“Os clássicos são espetaculares e únicos. Acho que fazemos bem, no bom momento, além de jogar bem ou mal. Quero vencer todos os jogos, mas esse mil vezes mais. Penso nisso mais como torcedor do que como treinador”, enfatizou.

Costas é um grande fã de A Academia O que Ele sempre zomba da cor de seu rival de longa data. Um dia ele disse aos assessores de imprensa, que estavam lanchando no meio do treino: “Eles não podem fazer isso. Se forem do Racing, não podem comer gelatina vermelha.”. No ano passado ele disse: “Um dia estávamos em Palestino, no Chile, e Maxi Salas me apareceu com uma camisa vermelha. Eu disse a ele brincando: ‘Vejo você de novo com uma camisa vermelha e você não vai mais brincar comigo.’ Vermelho não é aceito em minha casa.”

Curiosamente, Costas dirigiu um Independente, o de Santa Fé de Bogotá. Quando foi técnico do time da capital, preferiu usar a jaqueta cinza ou amarelo fluo, embora em seus dois ciclos (2014-2015 e 2016-2017) tenha alternado com a cor vermelha. Conquistou cinco títulos com os colombianos, incluindo o primeiro título por um clube daquele país fora do continente, o Suruga Bank, em 2016, que foi disputado no Japão.

Agora, Racing terá dois Independiente pela frente: o de Avellaneda e o Petrolero da Bolíviaque marcará o seu batismo na competição internacional que venceu em 2024. Será sábado, 4 de abril, a partir das 17h30. na Libertadores da América e terça-feira, às 19h. 19h00. em Sucre. Para esta série terá Marcos, que descansou na Copa Argentina. Eventualmente, o único vermelho que o treinador concorda em ter por perto.

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