A longa passagem de Ariane Lipski da Silva no Ultimate Fighting Championship não terminou como esperado. Mas certamente não a impediu de procurar oportunidades noutros lugares.
A ex-campeã Konfrontacja Sztuk Walki fará sua estreia na Professional Fighters League quando enfrentar Sumiko Inaba na divisão peso mosca feminino do PFL Pittsburgh, no sábado, no UPMC Events Center. Lipski da Silva vem de uma sequência de três derrotas consecutivas. Ela encerrou sua campanha no UFC com um recorde de 6-8, mas parecia uma mulher com poucos arrependimentos.
“Estou sempre ocupado. Sempre aceito todos os desafios. Acreditando que posso alcançar alturas mais altas no UFC”, Lipski da Silva disse ao Sherdog.com, “Eu sempre dou o meu melhor. Mesmo que seja fisicamente ou mentalmente desafiador. Pretendo nunca rejeitar meu oponente e sempre lutar. Minha equipe e eu sempre damos tudo de nós. Olhando para trás Metade da minha carreira foi no UFC, consegui ficar entre os 12 primeiros colocados. Aprendi muitas lições e ganhei uma experiência valiosa. Isso me ajudará a enfrentar o próximo desafio.”
Inaba marca a primeira prova do Brasil no PFL. “Lady Samurai” lutou pela última vez no PFL Champions Series 2, onde tomou uma decisão unânime invicta sobre a promovida Dakota Ditcheva em 19 de julho. Inaba, 35, nunca finalizou 10 lutas como profissional.
“Ela tem coragem, tem muitos corações, mas acredito que tenho mais experiência, mais forte e com melhor técnica”, disse Lipski da Silva. “Os fãs deveriam aproveitar a luta feroz. Eu sei que ela é forte, e Ditcheva está com a mão quebrada e ainda não consegue derrubar Sumiko.”
Lipski da Silva não compete desde a decisão do lado errado contra Cong Wang no UFC 316, há quase um ano. Wang a derrotou por 147-65 em uma partida de 15 minutos. DaSilva checou mais de 6 libras para a luta.
“Tive um problema com meu peso”, disse ela, “durante o camp. Descobri que tenho um prolactinoma, que é um tumor benigno da hipófise. Fiz uma ressonância magnética para identificar o problema. Decidi consultar um especialista depois do camp de luta porque meu médico disse que eu ainda poderia lutar. Focamos na minha recuperação durante o camp de treinamento para tentar manter meus níveis de cortisol baixos. Infelizmente, perder peso costuma ser muito estressante. Em vez de deixar a responsabilidade de perder peso para meu treinador (e marido) Renato Silva, nós confiou-o aos especialistas. Guie-nos. Mas houve um erro de cálculo e, no final, tive que perder muito peso.
“Estou muito grato pelo meu adversário ter entendido”, acrescentou Lipski da Silva. Ela me tirou do jogo logo no início. ao bater nas panturrilhas fui forçado a mudar minha postura. Mas ainda luto de todo o coração. Eu não poderia lutar como esperava. E infelizmente o UFC me cortou depois disso. Cada batalha tem uma lição.”
Paixão redescoberta
Lipski da Silva, que completa 32 anos em janeiro Aproveite seu tempo livre.
“Desta vez sem lutar é bom para mim”, disse ela. “Passo um tempo cuidando da minha saúde com profissionais médicos. No início, não tinha certeza se deveria continuar lutando ou não. Mas continuei praticando. E percebi que se não há adversário em mente Então aprendi a amar de novo. Encontrei uma nova alegria na disciplina de artes marciais e competição. Foi aí que surgiu a oportunidade no PFL. Treinei bem, tive um ritmo bom, não precisei forçar nada. Consegui me renovar e focar na luta, algo que nunca tive tempo no UFC. Estou ansioso para ver como me desenvolvo.”
Lipski da Silva acredita que pode causar grandes repercussões no PFL.
“Porque o PFL agora tem uma categoria de peso fixa com rankings em vez de apenas organizar torneios. Então posso ver meu caminho até o cinturão”, disse ela, “mas meu foco agora é uma grande estreia. Depois seguiremos passo a passo”.

