Pela equipe Eurohoops / info@eurohoops.net
Apenas 24 horas depois de vencer a Eurocopa Depois de derrotar o Besiktas Istanbul (2-0), JL Berg vive um momento feliz… e de incerteza O título europeu abre automaticamente as portas para a EuroLeague, a competição de maior prestígio do basquete continental. Porém, resta uma grande questão para o clube: aceitar o desafio ou renunciar para não comprometer a estabilidade?
Conforme relatado pelo portal BeBasket.O presidente do clube, Julian Desbots, não escondeu que as discussões vão se aprofundar, com o caso do Dreamland Gran Canaria terminando na rejeição da possibilidade de passagem à Euroliga. Ainda é muito visível. “Vamos estudar a fundo a hipótese”, garantiu depois de uma noite sem dormir por causa da comemoração. Em tom de brincadeira, também mencionou o seu apoio à hipotética academia milionária, o que faria com que o clube estivesse “ao nível do Barcelona”, embora seja rápido a salientar que a realidade é muito mais complicada.
A decisão não foi fácil. Por um lado, havia o recinto desportivo: a possibilidade de receber os gigantes europeus em Bourg-en-Bresse e viver uma noite de história “A paixão é imaginar um jogo com Barcelona ou Belgrado. Desistir seria uma grande decisão”, admite Desbots. Mas a razão pesa tanto como a ilusão, e o exemplo da recusa da Gran Canaria em aderir à Euroliga em 2023 por razões económicas ainda é grande. “O princípio fundador do clube é a sustentabilidade. Não podemos destruir o nosso projeto”, frisou o dirigente.
O contexto do basquetebol europeu mudou dramaticamente na última década. A Euroliga tornou-se uma competição à beira do encerramento. Foco em atividades comerciais de clubes de mercados menores, como Bourg-en-Bresse Competir em clara desvantagem em relação a grandes fundos ou projetos apoiados por bilionários.
Um grande obstáculo é que o pavilhão Ekinox, com capacidade para 3.540 espectadores, não atende aos padrões exigidos. Os clubes podem ser forçados a transferir jogos para outras cidades. Isso resulta em custos econômicos e perda de atmosfera. No entanto, existem muitos precedentes para o Mónaco ou o Barça. E a conversa nesse sentido já começou. “Quero que seja no Ekinox se as pessoas puderem jogar em seus quartos. Deveríamos tentar também”, defendeu Desbots. Deixa a porta aberta para alternativas se os regulamentos assim o exigirem.
Além das infra-estruturas, os desafios económicos também são grandes. O salário atual da equipa ronda os 2,3 milhões de euros, valor inferior ao mínimo estabelecido pela Euroliga, que ultrapassa os 5,8 milhões de euros. Ou seja, o clube deverá registar um aumento de mais de 150% no seu orçamento global. O objectivo é duplicá-lo: de 8 para 16 milhões de euros, uma meta ambiciosa que nos obrigará a uma procura intensa de patrocinadores. “Temos muitos aliados. Para alguns, duplicar o nosso apoio pode ser aceitável”, disse o presidente. Ele deixou claro, porém, que o apoio institucional seria estrutural. não econômico
O modelo do JL Bourg é diferente de qualquer outro clube na Europa, apoiado por uma enorme fortuna pessoal. “Somos uma das poucas equipas financeiramente equilibradas. Se no final ainda faltarem três milhões de pessoas, estaremos por nossa conta”, alertou Desbotes.
A EuroLeague anunciará os nomes dos participantes para a temporada 2026/27 em junho. o que fará com que JL Berg tenha cerca de um mês para analisar todas as variáveis, altura em que o diretor desportivo François Lami viajará a Barcelona para se reunir com os responsáveis da competição. Além do aspecto económico, os clubes devem avaliar o impacto desportivo: uma temporada com 38 jogos na EuroLeague, mais 20 do que na EuroCup, tem enormes exigências físicas e logísticas. “Se o fizermos, deve ser bom. Se não o fizermos, renunciaremos”, concluiu Desbotes. A decisão final marcará o futuro do clube: apostar no sonho europeu ou manter o modelo sustentável que levou o JL Bourg ao topo.



