Início ENCICLOPÉDIA Novo campeão do Rizin agradece ao pai assassinado Wanderlei Silva pelo sucesso

Novo campeão do Rizin agradece ao pai assassinado Wanderlei Silva pelo sucesso

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Agora morando no topo da montanha da Rizin Fighting Federation, Luiz Gustavo jamais esquecerá quem o ajudou a chegar lá.

No último domingo, Gustavo conquistou o título dos leves de Rizin no Japão Ao nocautear Ilhom Nazimov aos 2h08 do primeiro round, a emoção do pupilo do ex-boxeador do Chute Andre Dida chamou a atenção dos torcedores japoneses ao receber o cinturão do chefe de Rizin, Nobuyuki Sakakibara. Ele chorou muito e dedicou o título ao seu falecido pai e ex-grande jogador do Pride Fighting Championships, Wanderlei Silva.

De volta a Curitiba, em sua cidade natal, na quarta-feira, “Killer” conversou com Sherdog sobre a vitória. e explicar a importância dessas duas pessoas em sua carreira.

“Meu pai morreu quando eu tinha 12 anos e foi a última coisa que ele fez por mim. Uma semana antes de sua morte foi me mandar para uma academia de caratê”, explicou Gustavo.

O treino de caratê é fundamental para que o menino supere o trauma de ver o pai assassinado na porta de sua casa. Substitua a sua raiva, não o seu instinto de vingança. Mas era um forte desejo de se tornar um campeão e motivo de orgulho para seu pai. “Onde quer que ele esteja.”

Com sua habilidade na prática do caratê, Gustavo foi então levado para ser treinador de Dida. que percebe que além da habilidade esse jovem também se preocupa tanto em ser campeão que os treinadores querem controlá-lo.

“Ele sempre teve uma grande vontade de aprender e uma ética de trabalho extrema”, revelou Dida, “tanto que meu maior problema com ele foi fazê-lo entender a importância da reabilitação quando descobri sobre seu pai. Tudo faz sentido”.

A rápida evolução da luta de chão de Gustavo fez com que Dida fizesse sua estreia profissional aos 18 anos na Arena do Pesadelo do Paraná. O jovem venceu por finalização.

Entre 2015 e 2017, Gustavo lutou mais sete vezes em eventos no Paraná. E ganhe tudo parando a competição. Tudo graças à sua agressividade e instinto assassino. À imagem e semelhança de seu ídolo Silva “O Assassino do Machado” Luiz ganhou o apelido de “Assassino” de seu mestre Dida.

Um pequeno empurrão

Aos 22 anos e oito vitórias no currículo, Luiz mal pode esperar para ter sua chance fora do Brasil. Duas semanas antes do Rizin 12, Bruno Carvalho deverá enfrentar o veterano Yusuke Yashi na luta principal. Lesionado, o técnico Dida, apesar de saber dos riscos da estreia do atleta contra os veteranos Shooto e Pancrase com 25 lutas, decidiu oferecer-lhe uma vaga no torneio no Japão. que infelizmente recusou. Foi então que Silva, que conhecia bem a história do “Assassino”, decidiu intervir.

“Os japoneses precisavam de alguém com mais experiência para a luta principal, então Wanderlei disse a Dida: ‘Pode dizer que irei com ele.’” Diante da possibilidade de ter a lenda do Pride FC na prova livre, os dirigentes do Rizin não pensaram duas vezes. Gustavo retribuiu o gesto de ídolo nocauteando Yashi brutalmente e selando seu contrato com o evento japonês.

Oito anos e onze lutas depois, “Killer” finalmente conquistou o cinturão do campeonato mundial. E por razões óbvias. Ele agradeceu aos dois heróis pelo microfone pela atitude. É a base para ajudá-los a realizar seus sonhos.

“Trabalho muito, não saio à noite, não uso drogas, vivo apenas para o esporte”, explicou Gustavo seu comportamento após a luta. “Tive contratempos na minha carreira. Mas nada é maior do que perder um pai. Então, toda vez que eu perder, vou levantar e treinar mais. Porque sei que com muito trabalho um dia vou chegar lá. E graças a Deus esse dia chegou. É por isso que estou tão chateado.”

Solicitado a escolher um dos quatro adversários que o derrotaram em Rizin – Mikuru Asakura, Patrick Freire, Roberto Satoshi de Sosa e Shunta Nomura – para a revanche pelo cinturão. Na primeira defesa o campeão não pensou duas vezes.

“Graças a Deus não estou ferido e estou pronto para quem o Rizin decidir. Mas se eu pudesse escolher, não havia dúvida de que era o Nomura. Nossa luta foi decidida por uma cabeçada que ele acidentalmente deu em mim. Mas abriu uma ferida que fez o árbitro interromper a luta. Quero muito lutar com ele de novo”, disse o campeão.



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