Quando os candidatos ao Oscar forem anunciados neste outono, uma das categorias cada vez mais importantes será a de Melhor Filme Internacional, que passou por mudanças recentes.
Os filmes inscritos nesta categoria não devem ser em inglês na maior parte do filme e também não podem ser produzidos nos Estados Unidos. Agora, além de ser elegível através do país que envia o filme em seu nome, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas criou uma nova regra segundo a qual os vencedores dos principais prémios nos maiores festivais de cinema do mundo, de Sundance a Cannes, Veneza e mais, são automaticamente elegíveis para entrar nessa categoria também, se o filme cumprir os requisitos básicos.
Então, se for para a prática, “Yellow Letters”, dirigido por İlker Çatak, cujo filme anterior “The Teacher’s Lounge” foi indicado para Melhor Longa-Metragem Internacional em nome da Alemanha, se qualifica para essa categoria porque ganhou o Urso de Ouro na Berlinale. Isto deixa espaço para a Alemanha selecionar a produção alemã “Every Time” para representar o país na categoria de Melhor Longa-Metragem Internacional. Afinal, o próprio filme será listado como indicado e o troféu do Oscar será recebido pelo diretor. Se o filme final vencer, o Oscar também será concedido ao país que o apresentou.
Ainda há muito espaço para dobrar. Embora “Fjord” já fosse elegível para Melhor Filme Internacional após vencer a Palma de Ouro em Cannes 2026, a Romênia ainda escolheu o lançamento Neon, dirigido por Cristian Mungiu, para representá-lo na categoria no Oscar.
Os filmes que representam o país devem passar por um processo de inscrição para serem selecionados por uma organização, júri ou comitê nacional formado por pessoas da indústria cinematográfica. Isto é frequentemente um problema para filmes dirigidos por cineastas dissidentes. O diretor russo Andrey Zvyagintsev criticou demais a Rússia para passar no processo de seleção do país de origem do cineasta, mas o filme passou pelo processo de inscrição francês, porque a seleção de um país não precisa ser em seu idioma nacional.
Na última temporada, 92 filmes foram inscritos para o prêmio de Melhor Longa-Metragem Internacional. Os países têm até quarta-feira, 30 de setembro de 2026, para enviar suas propostas. A votação preliminar para Melhor Longa-Metragem Internacional, além de outras nove categorias, acontecerá de 7 a 11 de dezembro. Na semana seguinte, na terça-feira, 15 de dezembro, a Academia anunciará a lista de indicados ao Oscar, e os eleitores selecionarão cinco indicados para Melhor Longa-Metragem Internacional em uma lista de 15 obras que receberam mais votos.
As indicações ao Oscar de 2027 serão anunciadas na quinta-feira, 21 de janeiro, e a 99ª edição do Oscar será realizada no domingo, 14 de março de 2027.
Veja a lista completa de 2.027 inscrições para a categoria Melhor Filme Internacional abaixo. Os vencedores dos prêmios do festival de cinema são listados cronologicamente, enquanto os demais são organizados em ordem alfabética por país.
Esta lista será atualizada regularmente à medida que mais escolhas forem feitas.
Sundance: “Vergonha e Dinheiro” (Visar Morina)
Berlinale: “Carta Amarela” (İlker Çatak)
Cannes: “Fiorde” (Cristian Mungiu)
Veneza: “A Mulher Desconhecida” (May el-Toukhy)
Armênia: “Na Terra de Arto” (Tamara Stepanyan)
Austrália: “Primeira Luz” (James J. Robinson)
Áustria: “Rose” (Markus Schleinzer)
Bélgica: “Covarde” (Lukas Dhont)
Bolívia: “A Princesa Condor” (Álvaro Olmos Torrico)
Brasil: “Mundo Gugu” (Allan Deberton)
Bulgária: “Aventura dos Sonhos” (Valeska Grisebach)
Camboja: “Ser Humano” (Polen Ly)
Canadá: “Nina Roza” (Geneviève Dulude-de Celles)
Chade: “Soumsoum, Noite das Estrelas” (Mahamat-Saleh Haroun)
Chile: “Destruição” (Manuela Martelli)
Colômbia: “Rain Over Babylon” (Gala del Sol)
Croácia: “Deus não ajudará” (Hana Jušić)
Chipre: “Hold Me” (Myrsini Aristidou)
República Tcheca: “Se as pombas virassem ouro” (Pepa Lubojacki)
República Dominicana: “Melodrama” (Andrés Farías)
Equador: “A Hera” (Ana Cristina Barragán)
Estônia: “Nossa Erika” (Golub alemão)
Finlândia: “Esquilo” (Markus Lehmusruusu)
Francês: “Minotauro” (Andrey Zvyagintsev)
Geórgia: “Guria” (Levan Koguashvili)
Alemanha: “Every Moment” (Sandra Wollner)
Grécia: “Veia quebrada” (Yannis Economides)
Hungria: “Amigo Silencioso” (Ildikó Enyedi)
Islândia: “A terra sob nossos pés” (Yrsa Roca Fannberg)
Indonésia: “Quatro Estações em Java” (Kamila Andini)
Iraque: “Não há paraíso se você for morto por uma mulher” (Halkawt Mustafa)
Irlanda: “Unidade” (Damian McCann)
Israel: “Conte-me tudo” (Moshe Rosenthal)
Japão: “De repente” (Ryusuke Hamaguchi)
Kosovo: “Eu quero” (Blerta Basholli)
Quirguistão: “Cassandra” (Bekzat Pirmatov)
Letônia: “Ulya” (Viesturs Kairišs)
Lituânia: “Como se divorciar durante a guerra” (Andrius Blaževičius)
Luxemburgo: “A Criança” (Cyrus Neshvad)
México: “On the Road” (David Pablos)
Marrocos: “Morangos” (Laïla Marrakchi)
Nepal: “Elefante na Névoa” (Abinash Bikram Shah)
Holandês: “Paikar” (Dawood Hilmandi)
Macedônia do Norte: “17” (Kosara Mitić)
Noruega: “Crescimento da Terra” (Hans Petter Moland)
Palestina: “Cidadãos do país de Osama” (Ahmed Hassouna)
Panamá: “Chichero” (Aarón Bromley e Arturo Montenegro)
Paraguai: “Narciso” (Marcelo Martinessi)
Peru: “A noite chegou” (Paolo Tizón)
Filipinas: “Filipiñana” (Rafael Manuel)
Polônia: “Pátria” (Pawel Pawlikowski)
Portugal: “O Cheiro das Coisas Lembradas” (António Ferreira)
Romênia: “Fiorde” (Cristian Mungiu)
Sérvia: “Wanderlust” (Nenad Pavlović)
Singapura: “Somos todos estrangeiros” (Anthony Chen)
Eslováquia: “Inundação” (Martin Gonda)
Eslovênia: “Fantasia” (Kukla)
Coreia do Sul: “A Possibilidade do Amor” (Lee Chang-dong)
Espanha: “La Bola Negra” (Javier Calvo e Javier Ambrossi)
Suécia: “Supervisão de Adultos” (Alex Schulman)
Suíça: “Quem ainda está vivo” (Nicolas Wadimoff)
Taiwan: “Contos Enevoados” (Chen Yu-hsun)
Tailândia: “9 Templos para o Céu” (Sompot Chidgasornpongse)
Türkiye: “Como uma árvore sem membros” (Tunç Davut)
Ucrânia: “Trace” (Alisa Kovalenko)
Uruguai: “pontas soltas” (Daniel Hendler)




