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“Maradona morreu como um cachorro”

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cAbril Batista Sentou-se na frente de Rio Ferdinand e deixou uma entrevista que não pôde ser evitada. Houve futebol, memória e uma ferida que permaneceu aberta. Porque quando o nome de Diego Maradona apareceu, as cabeças se viraram. E foram diretos: “Ele morreu sozinho. Não havia ninguém com ele. Ele morreu como um cachorro.”

‘Batgol’ não se escondeu. Ele olhou para trás e para dentro também. “Eu também me amaldiçoei, porque pode ser um dos sutiãs dela. Se quiser, você pode ajudar alguém necessitado.” Palavras que carregam peso. Isso dói. Retrata um crime comum. “Não foi culpa de ninguém”, acrescentou, antes de se referir ao ambiente sem freios.

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A conversa, que foi ao ar no YouTube durante o ‘Rio Ferdinand Presents’, começou de forma diferente. O habitual na Argentina: Lionel Messi ou Maradona. Batistuta evitou o debate. “Maradona e Messi são diferentes. Messi marcou 1.000 gols e Maradona marcou 200 gols. Messi é um garoto quieto, Maradona não.” E finalizou a sua opinião, sem dizer: “Maradona foi o mais alto, porque sabia jogar, sabia arbitrar, gerir adversários, era capaz de fazer coisas incríveis. Messi consegue, mas acho que não tem o mesmo carisma”.

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Esta não é uma frase nova para ele. Ele já havia dito isso e guardado. Como também afirmou que a Copa do Mundo não define tudo. Para o torcedor pode ter peso, mas não marca a fronteira entre um e outro. Ele destacou a credibilidade de Messi ali e o interesse na reta final da carreira, além de abrir as portas para mais um ataque da Argentina na próxima Copa do Mundo.

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Entre lembranças, Batistuta voltou à sua história Maradona O pôster na sala quando eu nem era fã de futebol. Vá para o compartilhamento do camarim. E marcou o último gol de sua carreira pela seleção de Diego, com três gols contra a Grécia na 94ª Copa do Mundo, nos Estados Unidos.

conversa honesta

Também havia espaço para a Inglaterra. Por uma rivalidade que esquentou no calor da Guerra das Malvinas e Maradona virou combustível emocional no vestiário. Batistuta notou como essas circunstâncias moldaram a cruz, cheia de simbolismo.

Fernando, que não escondeu a admiração, trouxe à tona cenas do passado. Este jogo França 98, 2-2 contra a Inglaterra. “Isso foi em 1998, sim”, confirmou Baty. Ele marcou de pênalti poucos minutos depois – “Eram sete” – e deixou uma imagem poderosa: no mesmo dia em que nasceu seu filho Joaquín. “Não, eu fiquei”, disse ele sobre a possibilidade de sair do foco. Ele ficou e marcou.

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A revisão também abriu sua vida depois do futebol. A dor que o acompanhou durante anos até que ele não conseguiu dormir. À operação na perna em 2019. E a uma frase que explica tudo: “Basta cortar a perna”. “Não quero mais dor, nunca mais. Não importa se você tem duas pernas ou duas próteses. Eu não queria dor. Qualquer coisa pelo futebol. O futebol me deu muito, mas exigiu muito de mim.”

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Já no presente, olhando para os pioneiros que agora estão no comando. Grandes nomes à mesa: Kylian Mbappé, Lothar Martinez, Erling Holland. Da Noruega, ele ficou com um olfato instintivo que não foi ensinado.

E deixou outro sinal para o futuro: tem potencial para a Inglaterra lutar pela próxima Copa do Mundo, mesmo que a história não esteja do seu lado. A palavra de um artilheiro que não esconde nada. Mesmo quando não é hora de falar sobre o que mais dói.

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