Papa Leão
Falando aos jornalistas durante a sua viagem à Argélia, o Papa Leão XIV sublinhou que o seu papel está enraizado na fé e não na política. Afirmou que não tem intenção de se envolver em discussões com líderes políticos, acrescentando que a sua missão é apelar à paz e ao fim dos conflitos em curso em todo o mundo, informou a agência de notícias italiana.
O Papa rejeita confronto político
Em resposta a questões sobre as tensões com a administração dos EUA, o Papa Leão XIV confirmou que “não é um político” e não deseja entrar em polémica com Donald Trump. Ele ressaltou que sua responsabilidade consiste em transmitir a mensagem do evangelho e em não participar de disputas políticas, segundo informou a Agência de Notícias Italiana.
Disse também que as pessoas podem formar as suas próprias opiniões com base nas suas palavras, reiterando que a sua prioridade continua a ser a orientação espiritual e a harmonia global.
Ênfase na paz, diálogo e reconciliação
Ele sublinhou o seu compromisso contínuo de se manifestar contra a guerra e de promover a paz através do diálogo multilateral. Sublinhou a importância de construir pontes entre países e sociedades, observando que muitas pessoas em todo o mundo ainda sofrem devido aos conflitos em curso.
Reafirmou que a missão da Igreja está centrada na paz, referindo-se ao princípio “Bem-aventurados os pacificadores”, e disse que continuaria a apelar aos esforços de reconciliação a nível global.
Uma visita africana destinada ao envolvimento inter-religioso
Papa Leão destacou a importância de promover o diálogo inter-religioso e o respeito mútuo, especialmente em regiões com comunidades religiosas diversas, informou a Agência de Notícias Italiana.
O Papa também se referiu a Santo Agostinho, natural da atual Argélia, chamando-o de ponte simbólica de compreensão inter-religiosa. É importante notar que o Papa Leão XIV já havia se identificado como um seguidor espiritual de Santo Agostinho, informou a ANI.
A missão centra-se na fraternidade na nação de maioria muçulmana
A visita representa a primeira etapa da terceira viagem apostólica internacional do Papa. Na Argélia, onde a população católica é pequena em comparação com a maioria muçulmana, espera-se que a mensagem do Papa se concentre na fraternidade, na coexistência e no diálogo entre as diferentes religiões.
As autoridades indicaram que a viagem de dez dias se concentrará no fortalecimento dos laços humanos e espirituais, em vez de no envolvimento no discurso político.
Bispos dos EUA defendem o Papa em meio a declarações políticas
Entretanto, as tensões aumentaram nos Estados Unidos após os comentários de Donald Trump visando as opiniões do Papa sobre a política externa. A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) respondeu defendendo o papa.
Numa declaração, o Arcebispo Paul S. Coakley, presidente da USCCB, classificou as observações como inadequadas e divisivas, sublinhando que o papa não deve ser visto através de lentes políticas. Ele descreveu o Papa como “o vigário de Cristo” que fala a partir dos ensinamentos da Bíblia, segundo informou a ANI.
O Papa mantém o foco na missão da paz mundial
Apesar da dura retórica vinda de Washington, o Papa Leão XIV continua concentrado na sua missão internacional. Ele continua a defender a diplomacia, os valores humanitários e a resolução pacífica de conflitos através da intervenção militar.
As suas declarações na viagem papal indicam uma intenção clara de transcender as tensões políticas e priorizar a mensagem de unidade, reconciliação e paz duradoura entre as nações.
(Com contribuições de Annie)



