Autoproclamado “presidente da paz” com gosto pelo poder: desde que Donald Trump regressou ao poder, há um ano, os militares dos EUA já realizaram quase tantos ataques aéreos como durante toda a presidência de Joe Biden, de acordo com um cálculo da ONG Acled.
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Com os ataques aéreos dos EUA às defesas aéreas venezuelanas durante a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, o número total de ataques do presidente republicano chega a 672 ataques aéreos ou de drones desde a sua posse, em 20 de janeiro de 2025, em comparação com os 694 de Joe Biden durante toda a sua presidência (2021-2025).
Donald Trump já ultrapassa de longe o seu antecessor democrata em ataques unilaterais: 587 fora da coligação, em comparação com 494 de Biden em quatro anos.
A Acled contabiliza greves e vítimas coletando dados de diversas fontes selecionadas que considera confiáveis (mídia, instituições, parceiros locais).
O Iémen teve como alvo mais de sete em cada dez ataques durante o ano passado, a maioria deles em operações contra os rebeldes Houthi. Quase dois em cada dez ataques tiveram como alvo movimentos islâmicos na Somália.
Os Estados Unidos também lançaram ataques aéreos na Nigéria, na Síria, no Iraque e no Irão, e desde Setembro têm levado a cabo uma campanha de ataques contra barcos apresentados como pertencentes a traficantes de droga nas Caraíbas e no Pacífico.
No geral, estas ações causaram a morte de mais de 1.000 pessoas, incluindo civis, segundo a contagem de Aclid.
Para Cleonad Raleigh, diretora-geral da Acled, a proliferação de greves “põe abertamente em causa a ideia de que o poder (do Estado, nota do editor) deve ser restringido por regras comuns” do direito internacional.
Ela sublinhou num comunicado de imprensa: “Quando o Presidente (Trump) diz que apenas a sua ‘moral pessoal’ limita o que ele pode fazer, isso indica a sua distância da lei, das instituições e das alianças”.



