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O que lembrar da missão Artemis II

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A missão Artemis 2 da NASA, que viu quatro astronautas – três americanos e um canadense – orbitarem a Lua pela primeira vez em mais de meio século, estava repleta de marcos, novidades e símbolos.

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Aqui está um resumo de coisas para lembrar:

Diversidade sem precedentes

Pela primeira vez na história, uma mulher (Christina Koch), um homem negro (Victor Glover) e um não americano (Jeremy Hansen) voaram ao redor da lua.




Imagens Getty via AFP

Até então, apenas homens brancos americanos, os astronautas do programa Apollo da NASA (1968-1972), tinham se aventurado no satélite natural da Terra, que fica a cerca de 400 mil quilómetros de distância – 1.000 vezes mais longe que a Estação Espacial Internacional (ISS).




mega/se

Mais de 50 anos depois, o corpo de astronautas é bastante diversificado, mas a questão da representação continua espinhosa, uma vez que o regresso de Donald Trump ao poder levantou dúvidas sobre a composição das futuras tripulações espaciais.

Gravar distância

A tripulação aventurou-se a mais de 406 mil quilómetros da Terra, mais longe do que qualquer humano antes deles, quebrando em quase 6 mil quilómetros o recorde da Apollo 13, a famosa missão “Houston, temos um problema”.

Nesta ocasião, os astronautas lançaram um “desafio” às gerações mais jovens para garantirem que este registo seja “de curto prazo”.




Imagens Getty via AFP

pôr do sol

Durante a viagem de quase 10 dias ao redor da Lua, transmitida ao vivo pela NASA, os quatro astronautas tiraram milhares de fotos.

Dessas imagens, uma já ficou famosa: a “Earth Collection”, que imita a cena “Earthrise” capturada por um astronauta da Apollo 8 há 57 anos, durante o primeiro sobrevôo humano.




Agência França-Presse

Em ambas as imagens, o desolado horizonte lunar é exposto em primeiro plano, negligenciado pela Terra, cuja cor azul luminosa se destaca na vasta escuridão do espaço.

Eclipses solares e meteoros

A tripulação também presenciou uma cena digna de “ficção científica”, segundo o piloto Victor Glover: um eclipse solar atrás da lua.




Imagens Getty via AFP

Então a lua apareceu para eles como uma bola preta cercada por um halo de luz, tudo contra o pano de fundo da vasta escuridão do espaço.

Nesta ocasião, a tripulação presenciou diante de seus olhos meteoritos colidindo com a superfície da Lua, provocando flashes de luz, uma visão extremamente rara que despertou a curiosidade dos cientistas, mas também destacou a necessidade de uma melhor compreensão deste fenômeno para reduzir os riscos a que os astronautas estariam expostos na superfície da Lua.

O lado escuro da lua

Passando por trás do lado oculto da Lua, os astronautas observaram, a partir de uma altura sem precedentes de 6.500 quilómetros, as regiões lunares que até então tinham sido vistas apenas por sondas, uma vez que os seus antecessores Apollo só tinham sobrevoado a estrela a uma distância de cerca de cem quilómetros.




Agência França-Presse

Corrida Espacial 2.0

Esta missão marcou o início de uma nova era de conquista espacial. É o primeiro voo tripulado do foguete SLS e da espaçonave Orion e abre caminho para o retorno dos americanos à superfície da Lua, desta vez com a ambição de estabelecer ali uma presença humana permanente e se preparar para futuras missões a Marte.




mega/se

A competição está agora sob pressão chinesa, uma vez que Pequim pretende enviar homens para lá até 2030. Se Washington depende dos seus parceiros internacionais, como os europeus, canadianos e japoneses, o regresso de Donald Trump ao poder lançou dúvidas sobre a dimensão cooperativa do futuro do programa.

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