Uma equipa de investigadores da Universidade de Nova Iorque de Abu Dhabi e da Universidade de Denver identificou uma pequena molécula que pode ajudar a retardar a progressão de doenças cerebrais graves, como a doença de Parkinson, e até mesmo interrompê-las completamente, prometendo o potencial para o desenvolvimento de tratamentos que vão além da gestão dos sintomas. Estas doenças, que também incluem a demência de corpos de Lewy e a atrofia de múltiplos sistemas, resultam da acumulação e disseminação de uma neuroproteína que danifica as células cerebrais ao longo do tempo, e é importante notar que atualmente não existem tratamentos aprovados que possam parar ou retardar este processo.
No novo estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, o laboratório de Majzoub na Universidade de Nova Iorque de Abu Dhabi e o laboratório de Kumar na Universidade de Denver, em cooperação com parceiros internacionais, desenvolveram um tipo especial de pequenas moléculas concebidas para prevenir esta acumulação prejudicial. A molécula, conhecida como SK-129, atua impedindo que a proteína se aglomere e se espalhe no cérebro.
A equipe testou moléculas SK-129 em uma ampla variedade de amostras de doenças, incluindo células humanas, tecidos derivados de pacientes e organismos. Em todos os casos, os investigadores observaram uma redução nos efeitos adversos relacionados com a doença.



