Israel afirma ter matado dois importantes líderes iranianos desde o início da guerra no Médio Oriente: o líder supremo Ali Khamenei e o chefe de segurança Ali Larijani. Será que as suas mortes marcarão um ponto de viragem no conflito?
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Embora tal cenário seja difícil de prever, o regime iraniano permanece estável, como salienta um investigador das relações Europeu-Árabes.
“Os elementos são claros e claros: cabeças estão caindo, mas o sistema ainda está lá”, disse Sébastien Bossois, diretor do Instituto Geopolítico Europeu, em entrevista ao programa Mario Dumont da LCN na terça-feira.
O especialista explica que o Hezbollah ainda representa uma força contra Israel e que o Irão continua os seus ataques com drones contra os estados do Golfo, que actualmente se abstêm de retaliações.
Será certamente necessário monitorizar possíveis deserções na Guarda Revolucionária, disse ele.
“Ainda há cerca de 20% da população hoje que os apoia na manutenção deste sistema. Eles ganharam muito dinheiro e não estão dispostos a desistir”, levantou o investigador.
Ele acrescentou: “A questão é como esses guardas fortemente armados e extremamente violentos responderão ao povo iraniano completamente desarmado, se não a esperança e a vontade de pôr fim a esta República Islâmica”.
Sistema político complexo
Sébastien Bossoy analisou o sistema político iraniano, que é muito mais complexo do que “muitos dos nossos países”.
Em primeiro lugar, o investigador disse que o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder supremo que foi morto no início do conflito, “pode estar em Moscovo em mau estado”.
Ele enfatizou: “Temos então o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que não tem muito peso político”.
O Irão também perdeu o chefe da segurança do país, Ali Larijani, que foi eliminado por Israel. “Ele era ao mesmo tempo alguém com quem Donald Trump poderia ter querido negociar uma vez ou outra, porque é alguém que tem parte da sua família nos Estados Unidos”, disse Sébastien Bossois.
“Na verdade, sempre percebemos que os líderes são muito importantes”, acrescentou.
Assista a entrevista completa no vídeo acima.




