Os países africanos ricos em recursos competem cada vez mais pelo controlo de minerais essenciais para maximizar os lucros internos, aumentando os preços globais e pressionando as cadeias de abastecimento chinesas.
A Ministra das Minas do Zimbabué, Paulette Kumbamora, revelou num briefing pós-gabinete no dia 3 de Março que, após a notificação da proibição proposta, a indústria aumentou a produção e as exportações.
“Houve um apetite crescente por licenças de exportação de lítio, e a lógica por trás disso era exportar o máximo de produto possível antes do período de aviso prévio”, explicou Kumbamura.
A decisão atingiu duramente os produtores chineses de baterias, que investiram milhares de milhões em minas locais e dependem do Zimbabué para cerca de 20 por cento do seu fornecimento total de concentrado de lítio. Após a proibição, os preços do carbonato de lítio na Bolsa de Futuros de Guangzhou subiram acentuadamente para 178.020 yuans (US$ 25.800) por tonelada no final de fevereiro, ante 119 mil yuans em janeiro. No entanto, os preços moderaram-se depois de as preocupações imediatas com a oferta terem diminuído, sendo negociado a cerca de 159.000 yuans por tonelada em 13 de março.



