A guerra no Irão desviou a atenção global do ataque total da Rússia à sua vizinha Ucrânia, numa altura em que o maior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial entrou no seu quinto ano, e um Kremlin encorajado lançou uma ofensiva de Primavera.
A semana passada mostrou que nenhum dos lados cedeu. A Rússia lançou quase 1.000 drones e 34 mísseis sobre a Ucrânia na terça-feira, num dos maiores bombardeamentos da guerra. No dia seguinte, a Ucrânia lançou quase 400 drones no maior ataque noturno aos territórios russos e à Crimeia.
O destino da Ucrânia continua a ser a maior questão de política externa da Europa, alimentada pelos receios de que Moscovo tenha ambições de longo alcance. Entretanto, a administração Trump cortou as negociações com as delegações russa e ucraniana, uma vez que a guerra do Irão ocupa o seu foco. A administração alertou que poderá virar as costas ao conflito se os esforços de paz falharem.
Há apenas algumas semanas, a economia russa começava a sentir o peso das sanções. Mas a Rússia está agora a arrecadar milhares de milhões de dólares com as isenções temporárias dos EUA às sanções petrolíferas contra Moscovo. A medida, tomada no início deste mês, visa libertar uma carga de petróleo russo presa no mar e aliviar a escassez de abastecimento causada pelo conflito no Médio Oriente.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a medida dos EUA “não era a decisão certa” porque fortaleceria ainda mais a campanha militar da Rússia.



