A Organização Mundial do Comércio considerou os Estados Unidos os culpados em uma disputa sobre os subsídios à energia verde dos EUA sob o governo do ex-presidente dos EUA, Joe Biden, de acordo com uma decisão divulgada na sexta-feira.
O painel de disputas do órgão comercial global disse que grandes créditos fiscais concedidos sob a lei climática histórica de Biden, a Lei de Redução da Inflação (IRA), eram “inconsistentes” com vários acordos da OMC e deveriam ser retirados.
A lei, que Biden sancionou em 2022, foi o maior investimento climático da história dos EUA, mas foi dramaticamente desmantelada desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo no ano passado.
A China lançou a disputa na OMC em março de 2024, acusando Washington de concorrência desleal devido ao seu apoio às empresas do setor de transição energética e aos carros elétricos fabricados em solo norte-americano.
A OMC concordou, em Setembro deste ano, em criar um painel de peritos para examinar a questão, centrando-se no Crédito Fiscal ao Investimento (ITC) e no Crédito Fiscal à Produção (PTCS) dos EUA para projectos de energias renováveis, bem como nos subsídios para veículos eléctricos.
Os EUA insistiram na altura que a lei era um meio de enfrentar a crise climática e “investir na competitividade económica dos EUA”.



