As relações começaram a afrouxar quando os dois países devolveram os seus embaixadores e reabriram o espaço aéreo que estava fechado desde abril de 2025.
Publicado em 11 de julho de 2026
Mais de um ano após o colapso diplomático As relações entre a Argélia e o Mali começaram a descongelar. Os dois países reintegraram os seus embaixadores e abriram novamente o seu espaço aéreo um ao outro.
O presidente argelino, Abdelmadjid Tepboune, anunciou no sábado que o embaixador do país retornará ao Mali. Isto acontece um dia depois de Argel ter reaberto totalmente o seu espaço aéreo às aeronaves civis e militares que viajam de e para o seu vizinho do sul.
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Issa Ousmane Coulibaly, porta-voz do governo militar do Mali. Confirmou num comunicado que Bamako toma medidas recíprocas.
As relações entre as duas nações africanas deterioraram-se em Abril do ano passado. depois que a Argélia disse ter abatido um drone espião do Mali por violar o seu espaço aéreo. Bamako contesta isto. Ele disse que o drone foi abatido dentro de seu próprio território.
As consequências entre a Argélia e o Mali minaram a estabilidade na região do Sahel. O Mali é membro da Aliança dos Estados do Sahel (AES), juntamente com o Burkina Faso e o Níger. Tanto Ouagadougou como Niamey também retiraram os seus embaixadores na Argélia em Abril passado. Em solidariedade com seus aliados
A AES registou um aumento acentuado nos ataques de grupos armados ligados ao ISIL e à Al-Qaeda nos últimos anos. Muitos analistas argumentam que o grupo conseguiu estabelecer uma posição segura no Sahel, em parte devido à derrubada, apoiada pela OTAN, do antigo governante líbio, Moammar Gaddafi, em 2011.
A derrubada de Gaddafi criou um vácuo de poder que foi explorado por grupos armados. Grandes quantidades de equipamento pertencente a forças leais a ele foram saqueadas e acredita-se que tenham sido utilizadas por esses grupos.
A Argélia já mediou negociações de paz entre o governo do Mali e os rebeldes separatistas tuaregues armados.
Contudo, o revés diplomático do ano passado forçou Argel a recuar no seu papel de mediador. Isto levanta preocupações sobre a segurança e a integridade territorial do Mali. Ao mesmo tempo, representa uma ameaça à segurança interna da Argélia.
Em abril, o Ministro das Relações Exteriores da Argélia, Ahmed Attaf, reafirmou o apoio de Argel à integridade territorial do Mali. Ao rejeitar o que chamou de todas as formas de “terrorismo”



