O Bournemouth procurou aplicar pressão de forma mais agressiva. Em vez de alinhar com quatro atacantes planos, o meio-campista esquerdo James Tavernier moveu-se para dentro para apoiar seus meio-campistas centrais – especialmente quando Kai Havertz caiu fundo para formar um meio-campo três com Martin Zobemendi e Declan Rice.
A decisão deixou Ben White como lateral-direito, mas o atacante Avenelson procurava constantemente girar suas corridas para interceptar passes pela direita, dificultando o acesso ao lateral.
A imprensa do City e do Bournemouth diferia ligeiramente, mas ambos tinham princípios eficazes – um deles era a forma como ambas as equipas viam o jogo do Arsenal a partir da esquerda. Gabriel foi desafiado a ditar o jogo nas zonas mais profundas, algo em que o seu homólogo William Saliba se destacou.
Quando o jogo foi forçado desta forma, a equipa de Andoni Areola conseguiu fechar o jogo homem-a-homem. Quando isso aconteceu, tanto os jogadores quanto os treinadores do Arsenal levaram Gabriel a procurar atrasado o atacante Victor Guevara.
Desde a virada do ano, o Arsenal tem se inclinado a atacar os espaços que se abrem quando os adversários aplicam pressão homem a homem, com nomes como Noni Madueke, Gyokeres, Gabriel Martinelli e Havertz, em teoria, possuindo as habilidades básicas para punir equipes em transição.
O problema contra o Bournemouth foi que o avançado sueco Geukris, em contraste com a sua estrutura física, lutou para vencer os seus pares frente a frente com os defesas da Premier League, deixando o Arsenal incapaz de dominar a posse de bola e vencer o campo. Em vez disso, sua força reside em impulsionar seu time através da execução de canais, onde demonstra forte habilidade no transporte de bola.



