O Papa Leão XIV apelou no domingo a um cessar-fogo no Médio Oriente, nos seus comentários mais duros até à data, dirigindo-se directamente aos líderes beligerantes do Irão.
“Em nome dos cristãos e de todos os homens e mulheres de boa vontade no Médio Oriente, apelo aos responsáveis por este conflito”, disse o Papa Leão, “para que apelem a um cessar-fogo para que as vias de diálogo possam ser reabertas”. A violência nunca poderá conduzir à justiça, à estabilidade e à paz que as pessoas esperam.
O Papa Leão não mencionou os Estados Unidos ou Israel nas suas observações no final da oração da tarde de domingo. Mas o primeiro papa americano na história a mencionar um ataque que teve como alvo uma escola é uma aparente referência a um ataque com mísseis a uma escola secundária no Irão, nos primeiros dias da guerra, que matou mais de 165 pessoas, muitas delas crianças.
Autoridades dos EUA disseram que o ataque dos EUA provavelmente foi motivado por informações desatualizadas e que a investigação está em andamento.
O Vaticano destacou a carnificina do ataque de Manab ao publicar uma fotografia aérea de uma vala comum cavada para as jovens vítimas na primeira página do seu jornal oficial L’Osservatore Romano, em 6 de Março, sob o título “A Face da Guerra”.
O Papa Leão disse estar próximo das famílias dos mortos nos ataques, que “visaram escolas, hospitais e centros residenciais”. Manifestou especial preocupação com o impacto da guerra no Líbano, onde grupos de ajuda alertam para uma crise humanitária.



