Muito antes das redes sociais e das lentes das câmaras, a China antiga tinha os seus próprios “paparazzi” empunhando tinta, papel e línguas afiadas para perturbar a vida dos poderosos.
Naquela época, a fofoca era mais do que conversa fiada. Criou uma rede informal de informação ligando casas de chá, estações de teatro, tablóides de rua e autoridades.
Durante a Dinastia Han Oriental (25-220), a corte imperial estabeleceu o Censorado, um órgão encarregado de monitorar a conduta oficial.
Os seus censores analisaram a má conduta que poderia atrair o escrutínio imperial, incluindo o adultério, o abandono do dever, a evasão fiscal e a corrupção.
Na Dinastia Tang (618-907), a instituição parecia uma agência de inteligência, supostamente dividida em Departamentos de Esquerda e Direita.
A esquerda acompanhava os assuntos oficiais e militares na capital, enquanto a direita recolhia relatórios das províncias, incluindo anedotas locais.



