“Estas ações representam um sério desafio à soberania da Venezuela e outro precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Lula, que afirmou que o ataque foi o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade” por parte dos países, também apelou à comunidade internacional para “responder vigorosamente a este incidente”.
A declaração baseou-se na profunda preocupação de Brasília com as ações de Washington na região, com observadores diplomáticos sugerindo que o incidente poderia colocar o país latino-americano numa posição cada vez mais “desconfortável”.
Analistas dizem que o Brasil tentará resistir às crescentes ambições regionais do governo Donald Trump em meio à perspectiva de uma piora nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a relação de Brasília com Pequim poderá ganhar um novo impulso à medida que os dois procuram uma cooperação e colaboração mais estreitas.
Rafael Ayers, professor de história e política latino-americana na Universidade de Denver, disse que o governo brasileiro estava temeroso porque via a intervenção como uma violação dos princípios que o Brasil defendeu historicamente, incluindo soberania, autodeterminação e respeito pelo direito internacional.



