Desde então, os mesmos observadores que outrora previram que o Japão e os EUA seriam os maiores beneficiários do aumento do comércio no Indo-Pacífico sob a administração Trump, e marchariam em sintonia em questões de defesa, tornaram-se mais pessimistas apenas um ano após o seu segundo mandato.
Na frente comercial, estão alarmados com as tarifas impostas às exportações do Japão para os EUA. Quanto à segurança, temem que os Estados Unidos deixem de ser um garante da defesa do Japão e pouco fizeram para aliviar as preocupações de Tóquio sobre a ascensão da China.
Para os conservadores do Japão, o segundo mandato de Trump proporcionou uma agenda muito diferente da que imaginavam há um ano, com esperanças de estabilidade e previsibilidade face às guerras comerciais, à pressão sobre os aliados de Washington em múltiplas frentes e ao aumento das tensões de segurança.
Em 7 de Novembro de 2024, apenas um dia depois de Trump ter declarado vitória nas eleições presidenciais dos EUA, o excêntrico jornal de direita Shimbun escreveu num editorial que havia “grandes esperanças de paz e de uma unidade global mais forte” sob a administração do líder republicano.
Prevendo uma “relação forte e de confiança” com Tóquio, o jornal acreditava que Trump enfrentaria a Rússia durante a invasão da Ucrânia, garantiria a estabilidade no Estreito de Taiwan e fortaleceria a NATO.



