O presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, disse na sexta-feira que seu governo manteve conversações recentes com os Estados Unidos, a primeira vez que o país caribenho confirmou tal especulação.
Ele disse que o objetivo das conversações era “encontrar uma solução negociada para as diferenças bilaterais entre as nossas duas nações. Fatores internacionais facilitaram essas trocas”.
Ele não especificou esses fatores.
Díaz-Canel disse que nenhum carregamento de petróleo chegou à ilha nos últimos três meses, o que ele atribuiu ao bloqueio energético dos EUA.
A região ocidental de Cuba foi atingida por um grande apagão na semana passada, deixando milhões de pessoas sem energia.
Cuba, que produz 40% do seu petróleo, está a gerar a sua própria electricidade, mas não o suficiente para satisfazer a procura, disse ele.
Disse que a falta de electricidade afectou as comunicações, a educação e os transportes e como resultado o governo teve que adiar as cirurgias de dezenas de milhares de pessoas.



