As autoridades de Hong Kong deverão emitir cerca de 20.500 licenças na primeira fase de regulamentação das plataformas de transporte privado, com legisladores e especialistas a dizer que a cidade precisa de pelo menos 15.000 operadores por dia para satisfazer a procura actual e evitar congestionamentos nos transportes.
A proposta surgiu depois de vários legisladores terem dito ao South China Morning Post, sob condição de anonimato, que o governo os tinha consultado recentemente sobre o quadro regulamentar para os serviços de transporte privado, mas não tinha apresentado um plano concreto.
O SCMP soube que a Direcção dos Serviços de Transportes e Logística poderá apresentar a sua proposta à Assembleia Legislativa já na segunda-feira.
Espera-se que a agência desenvolva rapidamente uma estrutura legal para governar operadores como Uber, Tada, Umap e Didi chugging, que atualmente operam sem regulamentação. Amap é operado pelo Alibaba Group Holding, que também possui o SCMP.
“As autoridades não revelaram o número exato de licenças que emitiriam, mas indicaram que não seriam tantas como as plataformas de transporte privado propuseram, nem tão poucas como a indústria dos táxis exigiu”, disse um legislador. “Eles pareciam preferir seguir o caminho do meio.”
Outro legislador disse que o governo discutiu os requisitos de seguro para veículos de passeio e espera-se que a indústria não aumente substancialmente as tarifas.



