Bangladesh, agora rebaixado para o Grupo C pela Escócia, pediu que seus jogos fossem transferidos para a Índia, citando preocupações de segurança em meio às crescentes tensões entre os países.
As relações entre os vizinhos do sul da Ásia azedaram desde que a ex-primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, fugiu para a Índia após protestos mortais em 2024.
A Índia não concordou em extraditá-lo, apesar dos repetidos pedidos e dos protestos violentos seguidos no Bangladesh por Sharif Usman Hadi, um proeminente líder estudantil.
A própria Índia manifestou preocupação com a violência contra membros da comunidade minoritária hindu no Bangladesh.
Em Dezembro, um homem hindu foi acusado de blasfémia e espancado por uma multidão num incidente que levou a protestos de grupos nacionalistas hindus na Índia.
Contra este cenário político, o Kolkata Knight Riders, da Premier League indiana (IPL), libertou o jogador de Bangladesh Mustafajur Rahman em janeiro, após ser instruído a fazê-lo pelo Conselho de Controle do Críquete na Índia.
Em resposta, as autoridades do Bangladesh proibiram as transmissões IPL no país.
O Conselho de Críquete de Bangladesh solicitou então que os jogos da Copa do Mundo fossem disputados no Sri Lanka.
O ICC – órgão regulador do esporte – rejeitou o pedido dizendo que havia “ausência de qualquer ameaça credível à segurança” e deu ao BCB um prazo final de 24 horas para anunciar sua participação.
Quando esse prazo expirou, a Escócia foi convidada para o torneio.
O TPI disse que “não deseja estabelecer precedentes que possam prejudicar a imparcialidade e a justiça dos procedimentos do TPI”.



