O presidente da Argentina reaparece ao lado do ex-presidente do Brasil e apoia o candidato da direita. A viagem faz parte de uma estratégia para fortalecer os laços com governos e líderes da região que pensam da mesma forma.
Xavier Miley vai viajar Brasil antes das eleições presidenciais naquele país e busca orientar a expansão da direita regional. O presidente confirmou que visitará São Paulo no dia 25 de julho para participar de evento onde será anunciada a candidatura de Flávio Bolsonaro, e depois Brasília para se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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“No dia 25 viajei para o Brasil, onde escolheram Flávio Bolsonaro como candidato, e estarei em São Paulo. Depois vou parar em Brasília para ver Jair BolsonaroMiley disse em declarações de rádio. O encontro acontecerá em plena tensão política com Luiz Inácio Lula da Silva e às vésperas das eleições brasileiras em outubro.
Na Casa Rosada eles leram aquela viagem como parte de uma estratégia mais ampla: Miley quer liderar a expansão da direita na América Latina, consolidando um bloco de governos alinhados em segurança, economia, abertura comercial e política externa.. Em Balcarce 50, acreditam que a mudança do signo político em vários países da região abre uma oportunidade para mudar a posição da Argentina como representante desse espaço.
A ligação com Bolsonaros assumiu o lugar principal neste roteiro. Miley já havia recebido Flávio Bolsonaro na Quinta de Olivos e esperava publicamente que o partido no poder perdesse no Brasil.. A viagem de julho servirá como um endosso inequívoco à candidatura que o presidente argentino vê como fundamental para reequilibrar o equilíbrio regional.
A agenda internacional continuará com Peru e Colômbia. Miley confirmou que viajará a Lima no dia 28 de julho para assistir à posse de Keiko Fujimori, que a parabenizou pela vitória e a colocou em um bloco de países que, segundo sua leitura, decidiu “se posicionar contra o socialismo e lutar pela liberdade”.
Mais tarde, fará o mesmo na Colômbia, onde pretende assistir à posse de Abelardo de la Sprilla.. O presidente da Argentina já havia comemorado essa vitória com uma mensagem de forte tom ideológico, apresentando-a como um progresso contra o tráfico de drogas, o crime organizado e os governos de esquerda na região.
O presidente também anunciou que visitará Daniel Nuboa no Equador. O governo garante que existem acordos pendentes a serem assinados e que a ligação com Quito faz parte de uma agenda bilateral que combina segurança, comércio, cooperação institucional e alinhamento internacional.
Este calendário também inclui uma escala interna. Miley disse que estará na Palermo Village Fair no dia 26 de julhouma área onde o governo procurará apoiar o sector agrícola e defender a sua agenda de redução de impostos, abertura económica e desregulamentação.
A sequência representa um compromisso de política externa com forte conteúdo ideológico. Essa medida pode mais uma vez prejudicar o relacionamento com Brasília. O governo deveria manter laços comerciais com o Brasil, importante parceiro do Mercosul, mas Miley optou por apoiar Bolsonaro e se distanciar de Lula. Nos Balkars 50, acreditam que o custo diplomático é administrável e que o ganho político regional é maior.
A Casa Rosada também aborda o seu impacto nas organizações multilaterais. no poder executivo Eles acreditam que mais governos de direita podem mudar os alinhamentos em espaços como CELAC, Mercosul, OEA. e outros organismos regionais, a ideia é levar a agenda da liberdade económica, segurança e alinhamento com os Estados Unidos aos governos de esquerda.
Nesse quadro O plano para organizar uma cimeira regional de presidentes de direita em Buenos Aires continua antes do final do ano.. Este projeto já estava em andamento nos escritórios oficiais e tinha como objetivo reunir líderes como José Antonio Caste, Daniel Nuboa, Santiago Peña, Naib Boquele e outros líderes do bloco conservador na região.
Esta organização ainda não está fechada e depende da coordenação de agendasconvites oficiais do Ministério das Relações Exteriores e resultados das eleições no Brasil. Na Nación, eles acreditam que terá valor político se puder demonstrar a vontade de Miley de sediar uma nova etapa regional com governos alinhados em segurança, investimento e comércio.



