O seu impacto será pesado na Ásia, a região do mundo mais dependente das importações de energia, e quase certamente prejudicará mais o Japão, aliado dos EUA, do que a China, o principal rival dos EUA. Na verdade, a China poderá até sair da crise com uma imagem internacional melhor.
Existe um amplo consenso de que o ataque ao Irão pelas forças dos EUA e de Israel foi imprudente e planeado numa perspectiva global. Mas as suas consequências económicas e financeiras estão apenas começando a ser compreendidas.
Este não é um “choque petrolífero” do tipo sofrido pela Ásia e outras regiões importantes nas últimas décadas. O seu impacto mais óbvio é no fornecimento e nos preços da energia, mas também afecta profundamente a petroquímica, as cadeias de abastecimento da indústria transformadora, as infra-estruturas energéticas e as redes de transporte, bem como os mercados financeiros.
De acordo com o Banco Mundial, os preços do petróleo bruto aumentaram cerca de 40 por cento entre Fevereiro e Março, enquanto o preço dos embarques de gás natural liquefeito para a Ásia aumentou cerca de dois terços.


