Os Estados Unidos não darão à Índia o tipo de benefícios económicos que deram à China, o que permitiu ao país emergir como um grande concorrente, disse o vice-secretário de Estado, Christopher Lindau, na quinta-feira, sinalizando a cautela de Washington na negociação de um acordo comercial.
Embora os EUA queiram trabalhar com a Índia para desbloquear o seu “potencial ilimitado”, a Índia deve perceber que “não vamos cometer com a Índia os mesmos erros que cometemos com a China há 20 anos”, disse Landau no Raisina Dialogue, a principal conferência da Índia sobre geopolítica e geoeconomia.
Lindau também se ofereceu para trabalhar com a Índia para enfrentar os desafios energéticos de longo e curto prazo, uma vez que as interrupções no fornecimento causadas pela crise no Médio Oriente ameaçam as reservas de combustível.
A Índia evitou tomar partido na escalada da disputa, uma vez que finalizou um acordo comercial em negociações desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, assumiu o cargo.
Washington cortou no mês passado as tarifas sobre produtos indianos de 50% para 18%, após várias rodadas de negociações.
A Índia, tal como outros países, está a tentar equilibrar o crescimento numa altura em que os EUA utilizam tarifas nas negociações geopolíticas.



