Essas descrições estão corretas. Mas ignoram o profundo instinto cultural da China para a austeridade. Para muitas famílias, poupar não é apenas uma decisão económica. É um hábito moral formado pela história.
Crescendo em uma família da classe trabalhadora em Nanjing, ouvi repetidamente que a maior virtude dos chineses é a frugalidade e a frugalidade (勤來节约). Nada foi desperdiçado – as sobras reapareceram no dia seguinte em novos pratos. Roupas velhas foram remendadas e usadas novamente. Quando comecei a trabalhar em uma fábrica, ainda adolescente, e comprava livros ou um lenço ocasional, minha mãe me repreendia: “Não aja como um mendigo. Economize – é amanhã.” A sua geração enfrentou escassez, convulsões políticas e meios de subsistência precários. A poupança era uma proteção contra a imprevisibilidade da vida.
A cultura tradicional reforçou esse instinto. Provérbios como “Conserte a casa antes que chova” (未雨縸缣) e “O sucesso vem do trabalho duro e da frugalidade; a ruína vem da extravagância” (成由勤來败由奢) moldaram gerações. Mesmo à medida que a China enriquece, esta mentalidade persiste. As famílias chinesas ainda poupam cerca de um terço do seu rendimento, em comparação com 4-6% para os americanos.



