Os líderes da União Europeia não conseguiram na quinta-feira convencer o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, a levantar o seu bloqueio de 90 mil milhões de euros (103 mil milhões de dólares) em dívida da UE para ajudar a Ucrânia a continuar a sua luta contra a invasão da Rússia.
Após a cimeira em Bruxelas, vários líderes expressaram profunda frustração com Orbán, que citou a disputa sobre o gasoduto devastado pela guerra para bloquear a implementação de um empréstimo aprovado em Dezembro.
O chanceler alemão, Friedrich Murz, acusou Orban – que mantém relações cordiais com a Rússia e concorre à reeleição no próximo mês – de um ato de “grosseira deslealdade” que prejudicou a credibilidade e a capacidade de ação da UE.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, que presidiu à cimeira, declarou: “Um acordo é um acordo e todos os líderes têm de respeitar essa palavra. E ninguém pode chantagear o Conselho Europeu”.
Autoridades da UE dizem que Kiev poderá ficar sem dinheiro dentro de semanas se não conseguir novo financiamento, e a reviravolta de Orbán põe em causa a credibilidade do principal órgão de decisão da UE, o Conselho Europeu.



