No estado indiano de Bengala Ocidental, o adorado peixe saltou da mesa da cozinha para a campanha eleitoral, tornando-se num ponto de inflamação improvável numa eleição muito disputada.
Para os bengalis, o peixe não é apenas comida. Está associado à identidade e ao orgulho bengali. Seu aroma vem das fritadeiras à beira da estrada e é essencial em festas de casamento e pastas festivas.
Agora, enquanto o estado de mais de 100 milhões de habitantes se prepara para as eleições de 23 e 29 de Abril, o retrocesso também se tornou munição política.
Nas casas de chá e nos mercados, onde montes de peixe brilham sobre camadas de gelo picado, a conversa centra-se na questão de saber se o partido do primeiro-ministro Narendra Modi irá impor uma proibição ao peixe caso tome o poder.
O Partido Bharatiya Janata (BJP) de Modi promoveu por vezes o vegetarianismo como parte da sua agenda nacionalista hindu e impôs restrições limitadas à dieta noutros estados.
Está a fazer uma tentativa agressiva de destituir o ministro-chefe de Bengala Ocidental, Mamata Banerjee, o líder incendiário do oposicionista All India Trinamool Congress (TMC), que governa o estado desde 2011.



