
Enquanto desfrutava de uma massagem nos pés na Chinatown de Buenos Aires, conversei com minha massagista, uma mulher de Fujian chamada Wang, com quase 50 anos. Pareceu-me que a sua vida reflectia a de muitos imigrantes chineses recentes na Argentina. Ela come exclusivamente comida chinesa, seus amigos são chineses e ela ainda fala principalmente chinês.
Embora não seja incomum que os imigrantes em qualquer lugar gravitem em torno da sua própria comunidade, esta tendência parece ser particularmente forte entre os chineses. A presença da China na Argentina está a tornar-se cada vez mais visível. Em Buenos Aires, os minimercados de bairro são tão frequentemente administrados por imigrantes chineses que os moradores locais se referem a essas lojas como Chinos. Por mais familiar que seja a loja, o chinês atrás do balcão permanece um tanto distante.
Quando perguntei a amigos argentinos o que pensavam dos chineses, as respostas foram as mesmas: trabalhadores, educados, mas reservados. As lojas foram tecidas no tecido urbano. Não havia lojistas. Este espaço fascinou-me.
Contudo, descrever este fenómeno como um traço chinês pode ser confundir história com personalidade.



