BOLZANO. De zero a cem, não há meio termo. Depois de meses de silêncio sonolento – no sentido de que o canteiro de obras estava adormecido – agora o túnel de Virgolo ruge como o barulho de uma fornalha. Durante o dia, então. Principalmente à noite: “já não dormimos”, protestou aos que viviam nas proximidades. e até além. Porque o silêncio da cidade nessas horas multiplica o efeito de bater na rocha. E o sono da família entre Trento e Lungotalvera torna-se uma provação. “São onze da noite e eles ainda estão trabalhando”, diz Silvano Dondio.
“O naufrágio fez um barulho infernal às 6h30 da manhã e ainda não parou”: mora na Viale Tergeste. Que, dado o espaço, deve ser fortificado de alguma forma. Para ser verificado, ele também calculou o nível de ruído: “São percebidos pelo menos 86 decibéis – calculou – apesar de estar a pelo menos 700 metros do poço”. Também de Tergestino Viale, outro protesto: “Dia e dia fazia-se barulho a qualquer hora mas na quinta-feira a situação tornou-se intolerável – expõe a área plantada – porque as obras continuaram durante todo o dia”.
Isso nunca aconteceu antes. Além disso, outra desvantagem é que o canteiro de obras também funciona durante as férias, quase como se, dadas as inevitáveis pausas, a empresa quisesse preencher, ou seja, o atraso acumulado nos meses em que nada se mexeu na encosta. No entanto, há uma sensação de que o trabalho está progredindo lentamente. É evidente que as paredes internas mantêm as rochas sob controle, evitando problemas com o avanço dos equipamentos de escavação. Pelo meio, nesta altura, há várias coisas: primeiro que tudo o RFI em que as obras estão contratadas, e que esteve a um passo, do obstáculo dado pela empresa para avançar muito lentamente; depois a província, de cujo conselho era mestre, e por último o município, com o qual manteve uma longa conversa com os dois. Então? “Solicito imediatamente a revisão dos acordos”, reflete o prefeito.
Quem confirma que o sinal verde inclui as obras de escavações parciais noturnas, mas em alguns casos foi decidido convocar uma reunião técnica entre a Província e a RFI para verificar a consistência entre os acordos e a prática do canteiro de obras: “Sabemos que estas obras alternativas, dependendo da localização no terreno – explica Claudius Corrarati – o uso de blasters, que são explosões fortes mas limitadas e martelos de escavação. chega ao patamar: “Ouvimos os protestos – respondem no Município – e estamos prontos para chamar a empresa e os seus interlocutores para denunciarem”.



