Uma espécie extremamente rara de cão selvagem amazônico, apelidada de “cachorro fantasma”, pode ter uma população maior do que se pensava anteriormente, de acordo com novos dados.
O cão de orelhas curtas – o nome oficial da espécie – foi mapeado usando avistamentos de armadilhas fotográficas em regiões de terras baixas na Bolívia e no Peru ao longo de 25 anos, de acordo com um estudo publicado em maio na revista “Neotropical Biology and Conservation”.
“O mais surpreendente desses resultados é que, embora seja quase um mito, o número de cães com orelhas curtas é muito maior do que imaginávamos”, pesquisadores disse.
Os cientistas enfatizam que embora essas espécies sejam relativamente abundantes, não são consideradas comuns. O cão fantasma continua sendo um dos cães menos estudados do reino animal.
“O cão de orelhas curtas, ou cão fantasma, é provavelmente o menos conhecido dos mamíferos neotropicais de médio a grande porte e potencialmente um dos cães mais raros”, disse o Dr. Robert Wallace, investigador principal.
Entre 2001 e 2024, os cães foram capturados em 594 fotos, completos com cabeças grandes, orelhas pequenas, pernas curtas, dedos palmados, caudas inchadas e pêlo denso de vermelho a preto.
Os dados mostram que os cães fantasmas normalmente têm uma densidade de 15 cães por 60,61 milhas – eles preferem habitats com folhagem densa, o que os torna difíceis de ver.
Os cães fantasmas são notoriamente tímidos e têm visão e audição aguçadas, o que representa um grande obstáculo para os cientistas que tentam estudar os animais em seu habitat natural.

Em áreas protegidas e conservacionistas, os cães são mais comumente vistos, indicando que estas áreas são importantes para a sua conservação.
“A estratégia de gestão mais importante é a proteção da copa da floresta amazônica, para a qual a criação e gestão eficaz de áreas protegidas é o elemento mais importante, combinada com a gestão sustentável dos territórios indígenas”, afirmaram os pesquisadores.



