Um dos instrutores de bungee jump acusados de matar um estudante no Brasil foi supostamente visto removendo uma câmera GoPro de seu corpo depois que ele foi jogado a 40 metros de altura até a morte, segundo uma testemunha.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, pagou a mais pelas câmeras ao se inscrever para um salto no sábado da “Ponte do Esqueleto”, em Limeira, que terminou com ela caindo para a morte sem corda.
“Lembro… de ver um dos funcionários tirar a alça (da câmera) do pescoço, do corpo que estava caído no chão, a câmera GoPro”, disse Rafael Goulard, que esperava para pular atrás de Rodrigues de Freitas. disse a emissora de TV brasileira EPTV.
Ele acrescentou que não estava claro se as câmeras foram removidas devido a “preocupações com o equipamento, para ocultar evidências ou preocupações com o valor financeiro (das câmeras)”.
Rodrigues de Freitas pagou cerca de US$ 35 para pular corda sem permissão e US$ 30 adicionais para trazer uma pequena câmera de ação para gravar um vídeo em 360 graus de si mesmo durante a manobra, segundo a mídia brasileira.
A câmera estava claramente visível na mão da vítima enquanto ela se preparava para ser jogada da ponte, mas ainda estava desaparecida, apesar de uma busca minuciosa na área, de acordo com o boletim de ocorrência da polícia brasileira.
Três instrutores presentes no local, que foram capturados em vídeo jogando Freitas pela borda, foram presos e acusados de sua morte.
Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42, pareciam atordoados e confusos após o incidente chocante, disse Goulard.
“Eles estavam em estado catatônico. Não sei se não entendi o que eles fizeram ou se estava apenas preocupado em se esconder ou fugir”, disse ele.
Goulard disse ter visto outros funcionários no local recolhendo equipamentos e levando-os para carros próximos após a morte, alguns deles até trocando de roupa.
Duas das três pessoas tentaram fugir e tiveram que ser localizadas por helicóptero militar pela polícia.
Goulard disse que não está claro qual dos três supostamente pegou a câmera.
Nenhum dos três principais suspeitos conseguiu fornecer uma resposta clara sobre quem deveria ser o responsável pelo incidente.
O caso continua sob investigação da polícia, que considera o desaparecimento da GoPro uma prova importante, segundo a mídia brasileira.
Três outros funcionários foram presos brevemente, mas posteriormente libertados sem acusação.



