GENEBRA – A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu menos de metade do financiamento necessário para combater o surto de Ébola no leste da República Democrática do Congo, disse um funcionário da OMS na terça-feira, e instou os doadores a não abandonarem o país nesta fase crítica da epidemia.
A agência global de saúde recebeu cerca de 40% de uma doação de 115 milhões de dólares para combater o surto de Bundibugyo, para o qual não existe tratamento ou vacina comprovados.
Pelo menos 1.926 pessoas foram infectadas e 702 pessoas morreram, segundo dados do governo.
“Este surto requer recursos proporcionais à escala do desafio que enfrentamos. E este não é um fardo que o Congo possa suportar sozinho”, disse Chikwe Ihekweazu, chefe do Programa de Saúde e Emergências da OMS, aos jornalistas em Genebra, após uma visita à província mais atingida, Ituri.
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Ihekweazu disse que a resposta atingiu um ponto crítico, sendo necessários esforços intensivos para detectar e isolar pacientes depois que os casos se espalharam esta semana para duas novas províncias.
“É como uma maratona. Você não pode desistir depois da primeira ou segunda volta. Você só precisa continuar tentando, mesmo que esteja cansado e cansado”, disse ele.
Ele repetiu a sua estimativa de que o número real de casos de Ébola no Congo é pelo menos o dobro, e talvez mais do que o quádruplo, do número oficial.



