Início COMPETIÇÕES A experiência de Toto Lorenzo que gerou assobios e forte polêmica

A experiência de Toto Lorenzo que gerou assobios e forte polêmica

15
0

João Carlos Lourenço Foi o primeiro técnico argentino a ficar no banco em duas Copas do Mundo: 1962 e 1966. Mas não houve continuidade entre uma e outra. Para o Chile, nomearam-no alguns meses antes; para a Inglaterra também. Nos dois anteriores, o Totó mostrou um denominador comum: disputou vários amistosos, alguns contra seleções e outros contra clubes locais ou estrangeiros. Os ensaios atraíram muitas críticas pelo nível dos rivais, pela busca incompreensível do treinador e por decisões que não foram compreendidas.

Faltando apenas 42 dias para o início da Copa do Mundo na Inglaterra, a seleção disputou um amistoso no Gasômetro – histórico campo do San Lorenzo, na Avenida La Plata – contra Cagliari na Itáliaque estava em turnê pelo país. Até então, desde que Lorenzo assumiu, o time não havia disputado amistosos contra outros times, apenas contra clubes. Somente no dia 11 de junho ele se encontraria Polônia.

O teste, o teste de muitos jogadores, começaria com uma decisão tática de Lorenzo. Os onze jogadores titulares foram Miguel Santoro; Carmelo Simeone, José Varacka, Oscar Calics e Nelson López; Vicente de la Mata, José Mesano e Ermindo Onega; Oscar Pianetti, Daniel Onega e Aníbal Tarabini. Mas aos 15 minutos ele tirou Nelson López, que jogava na lateral-esquerda; Entrou José Ramos Delgado, que foi o primeiro marcador central, Varacka passou a ser o segundo marcador central e Calics foi colocado no lado esquerdo.

Após 20 minutos de jogo, o selecionado (ou “pré-selecionado”, como se dizia na época) llevantou os primeiros sinais das arquibancadas. No jornal minuto a minuto Crônica diz: “Panorama dos 20 minutos. O time sem se enfrentar. Cada um joga um futebol diferente. Os italianos, correndo e ganhando avanço, ameaçam alguns problemas para a defesa argentina. Neste momento, os primeiros apitos já começaram a ser ouvidos.”

No final do jogo de ida, a Argentina marcou o primeiro gol aos 40 minutos, obra de Tarabini após passe de Daniel Onega. No segundo tempo, aos 33 minutos, estava 2 a 0: Sarnari, de cabeça, após cruzamento de Tarabini. Ele Nenê Sarnari substituiu Ermindo Onega nos treinos, assim como Jorge Solari no lugar de Pianetti. Enquanto isso, aos 30 minutos, Humberto Maschio substituiu De la Mata e aos 35 minutos, Hugo Orlando Gatti assumiu o gol para Santoro. Dos 14 jogadores utilizados, 9 foram ao WC e cinco não.

O jogo foi ruim e as críticas se intensificaram no dia seguintetanto em questões táticas quanto na decisão do treinador de incluir um jogador. O comentário de Clarim destaques: “Eles nunca deram a sensação de equipe. O trabalho coletivo e individual às vezes era péssimo. E nos mostrou algo que já sabíamos e apontamos: se pretendemos jogar como fizemos ontem à noite, não podemos competir com chances nem mesmo contra o Cagliari. ‘Bola local’, não.”.

Enquanto isso, o jornal Crônica Ele clamou aos céus pela incorporação de um jogador, enquanto a Argentina jogava uma última carta. Sob o título “Estupidez ou zombaria?”caixa disse: “Com toda a variedade que a notícia merece, não podemos ignorar o facto – que não terá passado despercebido ao público – da ridícula inclusão de Humberto Maschio”. Algumas linhas depois ele atira: “Os critérios do treinador são incompreensíveis, Sr. Lorenzo.” e avisa: “O nosso futebol, os nossos jogadores e a nossa equipa merecem realmente todo o tipo de apoio e consideração. Mas o jornalismo desportivo, em alguns casos como o de ontem, não pode envolver-se em procedimentos caprichosos e absurdos.”.

A questão não era a habilidade de Maschio; era algo inegável. Mas ele De novo Já teve um primeiro “não” da FIFA para disputar a Copa do Mundo porque já havia feito isso pela Itália, assim como Sívori. Mas os líderes argentinos jogaram uma carta diferente, um capítulo diferente do de 66.

Source link

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui