Depois da Austrália ou da França, Portugal poderá em breve proibir as redes sociais para menores de 16 anos, de acordo com um projeto de lei apresentado ao Parlamento na segunda-feira.
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O texto fornecido por representantes eleitos do partido governamental de direita no poder observa que “a maioria digital para acesso independente às plataformas, serviços, jogos e aplicações abrangidos por esta lei está limitada a 16 anos”.
Esta lei estipula ainda que os adolescentes entre os 13 e os 16 anos só podem aceder às redes sociais com o consentimento dos pais, e que estas plataformas são obrigadas a introduzir um sistema de verificação de idade e permissão parental compatível com o software utilizado pela administração portuguesa.
“A literatura especializada e os dados científicos recentes têm demonstrado que o uso precoce destes recursos, antes dos 16 anos, pode prejudicar o desenvolvimento social e cognitivo normal das crianças, levando ao vício e a consequências cada vez mais prejudiciais”, observaram os parlamentares que apresentaram este projeto de lei num texto introdutório.
O debate sobre o estabelecimento de uma maioria digital tem aumentado na Europa desde que a Austrália se tornou o primeiro país, em dezembro, a proibir as redes sociais para menores de 16 anos.
Na semana passada, o Parlamento francês votou um projeto de lei que proíbe o uso das redes sociais para menores de 15 anos, uma medida apoiada pelo governo para proteger a saúde dos adolescentes.
França, Dinamarca, Grécia e Espanha também apelam à implementação da proibição em toda a União Europeia.



