A Northwest Normal University, em colaboração com a empresa de tecnologia chinesa Gansu Zulong Technology, revelou na segunda-feira uma bateria nuclear de carbono-14 e um transdutor de carboneto de silício (SiC), dizendo que o equipamento foi desenvolvido sem qualquer tecnologia ou componentes estrangeiros.
A bateria Qianjiyuan Tianshu é uma atualização significativa do primeiro protótipo Kendall Dragon-I, ou Zhulong-1, da equipe, revelado em novembro de 2024.
Em comparação com a sua antecessora, a nova bateria reduz o consumo de material radioativo em apenas 22%, aumenta a corrente de curto-circuito em 2,5 vezes e a potência máxima em 2,6 vezes – tudo isto mantendo a mesma tensão e estabilidade. Entre os ganhos de desempenho, o volume efetivo do dispositivo encolheu para apenas 17% do original, resultando em um aumento dramático de 15,5 vezes na densidade volumétrica de potência.
O carbono-14 tem meia-vida de 5.730 anos, dando à bateria uma vida teórica de milhares de anos, disse Su Maogen, que liderou a equipe do projeto na Northwest Normal University.
Em um comunicado da universidade, Su disse que o dispositivo opera de forma confiável entre 100 graus negativos e 200 graus Celsius (-148 a 392 Fahrenheit), tornando-o adequado para implantes médicos, uso em águas profundas e regiões polares, e aplicações de defesa e aeroespaciais.
“As baterias nucleares são importantes para a exploração espacial, missões polares, equipamentos especiais e operações não tripuladas, e também são uma parte importante da nova estratégia energética da China”, informou terça-feira o jornal estatal chinês Science and Technology Daily.
“As versões anteriores sofriam de baixo consumo de energia, má integração e alto custo, por isso a equipe se concentrou em tornar o dispositivo compacto, poderoso, acessível e completamente original.”



