Fonseca há muito é apontado como o próximo grande sucesso, tendo ganhado atenção pela primeira vez depois de seguir os passos de Sinner e Alcaraz para vencer o 2024 ATP Next Gen Finals – a peça final da temporada para jogadores sub-21.
Ele conquistou seu primeiro título ATP nas quadras de saibro de Buenos Aires em fevereiro de 2025, antes de chegar à terceira rodada em sua estreia no Aberto da França, onde perdeu para o britânico Jack Draper. E por onde ele passava, seguia um carnaval de bandeiras brasileiras.
Doze meses depois de se estrear como número 65 do mundo em Paris, ele retorna como o 28º cabeça-de-chave, mas, embora tenha havido lampejos de promessa nesse período – chegando à terceira rodada em Wimbledon, um segundo título de carreira no Swiss Indoors em outubro passado, e uma quartas de final no Masters de Monte Carlo – parece muito vivido.
Não mais. Ao sexto pedido, Fonseca chega à segunda semana de major.
Ele chegou aonde nenhum adolescente jamais chegou ao derrotar Djokovic em um Grand Slam, e é apenas o sexto jogador a fazê-lo em qualquer evento de nível ATP Tour.
Ele é o primeiro jogador desde Philipp Kohlschreiber em 2009 a nocautear Djokovic antes das quartas de final do Aberto da França e o primeiro jogador a fazê-lo em qualquer Slam desde o Aberto dos Estados Unidos de 2024.
“João Fonseca certamente se anunciou agora”, disse Annabelle Croft à BBC Radio 5 Live. “Ele pode dizer com orgulho que correspondeu ao hype, porque todos diziam que ele não fez muita coisa depois do hype.
“Enquanto há alguns anos todos os brasileiros e sul-americanos iam às quadras para vê-lo jogar, agora sabemos por quê.”
“Demorou um pouco para ela se recompor, e a multidão teria um papel muito importante se ela os animasse, e isso literalmente terminou em fogos de artifício”, acrescentou o ex-semifinalista do Aberto da França, Jo Konta, na TNT Sports.
“Era exatamente a situação que o João precisava para atingir esse nível de tênis.
“Ele acabou de jogar uma das melhores partidas que já vimos.”



