Nas áreas do sul do Líbano que tomou desde que concordou com um cessar-fogo com o Hezbollah na semana passada, os militares israelitas têm vindo a destruir casas que dizem terem sido usadas como postos de controlo pelo grupo militante apoiado pelo Irão.
Mas a destruição foi tão generalizada que os residentes, as autoridades libanesas e as forças de manutenção da paz da ONU estavam cada vez mais preocupados com o facto de, se o frágil cessar-fogo ruísse, o grande número de pessoas deslocadas pela nova guerra não teria qualquer hipótese de regressar.
De uma colina com vista para Beit Lif – cerca de 4 quilómetros a norte da fronteira do Líbano com Israel – os repórteres da Associated Press viram que a aldeia, que já foi o lar de alguns milhares de pessoas, tinha sido quase completamente arrasada.
“Eles foram demolindo aos poucos até chegarem à praça principal e agora, como vocês podem ver, não há mais casas”, disse Hasan Sweidan, morador de um vilarejo vizinho.
As autoridades libanesas planeavam levantar a questão da demolição massiva na quinta-feira, quando mantiverem conversações de cessar-fogo com os seus homólogos israelitas em Washington – parte das primeiras conversações diretas entre os dois países em décadas.



