O sucesso dependerá de três pilares que se reforçam mutuamente – integração mais profunda com o continente, conectividade transfronteiriça contínua e maior contribuição para a economia nacional.
Para alcançar uma maior sinergia com a economia impulsionada pela tecnologia da China continental, Hong Kong está a construir parques científicos e tecnológicos na metrópole do norte, uma área que abrange 30.000 hectares na fronteira com Shenzhen. No entanto, uma economia baseada em serviços não pode construir do zero um cluster tecnológico globalmente competitivo. O sucesso de Hong Kong dependerá da combinação dos pontos fortes científicos e tecnológicos do continente com os mercados de capitais, universidades e instituições jurídicas internacionalmente ligados da cidade.
Hong Kong é uma região administrativa especial da China, mas uma jurisdição legal e um território aduaneiro separados no âmbito da Organização Mundial do Comércio. Uma integração mais profunda com o continente chinês exige esquemas inteligentes para remover as barreiras existentes que impedem a livre circulação de pessoas, bens, capitais, dados e activos intangíveis.
As autoridades da China continental e de Hong Kong investiram fortemente na infra-estrutura física que permite a circulação de um grande número de passageiros através da fronteira. Já existem oito pontos de controle terrestre para viagens entre Hong Kong e Shenzhen por via rodoviária ou ferroviária, e pelo menos mais um está em preparação.



