Os jogadores, a comissão técnica e os torcedores da Allianz Arena do Bayern de Munique ficaram incrédulos quando tiveram o pênalti negado pelo handebol de João Neus na segunda mão da semifinal da Liga dos Campeões contra o Paris Saint-Germain.
Perdendo para os campeões por 1 a 0 naquela noite e 6 a 4 no total, os jogadores do time alemão atacaram o árbitro João Pedro Silva Pinheiro aos 30 minutos, depois de Vitinha ter acertado o braço de seu companheiro de equipe, Neves, dentro da área.
Mas Pinheiro ignorou os protestos do Bayern e o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) também não interveio, deixando as redes sociais se perguntando por que o pênalti não foi marcado.
De acordo com Dale Johnson, correspondente de futebol da BBC Sport, isso se deve a uma exceção pouco conhecida na lei do handebol.
De acordo com as Leis do Jogo, não é handebol se “atingido na mão/braço por uma bola jogada por um companheiro de equipe (a menos que a bola vá diretamente para o gol do adversário ou o jogador marque imediatamente a seguir, caso em que um tiro livre direto é concedido à outra equipe)”.
“Isso cobre quando a bola é inesperadamente atingida por um companheiro de equipe, mesmo que seu braço esteja longe do corpo – a lei diz que você não deve ser penalizado”, disse Johnson.
“Quando o Vitinha limpou, João Neves poderia ter pensado que a bola iria direto para ele?
“É claro que isso poderia ser descartado por uma bola de mão deliberada, mas no contexto da situação, um pênalti não seria esperado”.



